
Entender como os cálculos se formam e quais os sintomas ajudam a reconhecer sinais de alerta e buscar atendimento adequado.
Dor intensa na região lombar, desconforto ao urinar ou alterações repentinas no funcionamento do organismo são alguns sinais de pedra no rim. Em muitos casos, esses sintomas surgem de forma inesperada e acabam levando a pessoa ao pronto atendimento devido à intensidade da dor.
A pedra no rim, também conhecida como cálculo renal, é uma condição médica frequente e pode afetar pessoas de diferentes idades. Em alguns casos, os cálculos permanecem silenciosos por muito tempo. Em outros, provocam sintomas intensos quando começam a se deslocar pelo trato urinário.
Segundo um estudo publicado pela Universidade da Califórnia (UCLA), se você já teve um cálculo renal, o risco de ter outro dentro de 5 a 7 anos aumenta em aproximadamente 50%.
Como o cálculo renal se forma
O cálculo renal é formado pelo acúmulo de minerais e substâncias presentes na urina. Esses cristais podem se desenvolver nos rins e variar de tamanho, desde partículas microscópicas até formações maiores capazes de obstruir o fluxo urinário.
A formação dos cálculos ocorre quando há desequilíbrio entre a quantidade de líquidos e minerais eliminados pelo organismo. Situações como baixa ingestão de água, alterações metabólicas, alimentação rica em sódio e predisposição genética podem favorecer esse processo.
Sintomas que podem indicar pedra no rim
Os sintomas variam e dependem da movimentação do cálculo. Em muitos pacientes, a primeira manifestação é uma dor intensa e súbita na região lombar, geralmente em apenas um dos lados do corpo. Essa dor pode se espalhar para o abdômen, virilha e região pélvica.
Outros sintomas podem aparecer ao longo do quadro, como:
- Ardência ou dor ao urinar
- Necessidade frequente de urinar
- Presença de sangue na urina
- Náuseas e vômitos
- Sensação de mal-estar
- Dificuldade para eliminar urina
Em casos associados a infecção urinária, também pode ocorrer febre, e a avaliação médica deve ser imediata.
Como identificar um cálculo renal
O sintoma mais comum e que deve ser avaliado com urgência por um médico urologista é a dor intensa. A sensação, acompanhada ou não de outros sintomas, deve ser investigada por um profissional para um diagnóstico preciso e para a definição do tratamento adequado.
O diagnóstico é realizado com base no quadro clínico, histórico do paciente, exames de sangue ou exames de imagem, como tomografia, ultrassom e radiografia. A partir disso, o melhor tratamento para o paciente é definido pelo médico e, na maioria dos casos, a pedra no rim pode ser tratada com procedimentos não invasivos.
Quais são os tratamentos para pedra no rim
O tratamento da pedra no rim depende da intensidade da dor do paciente, localização do cálculo e se há ou não a presença de infecção. A maioria dos casos podem ser tratados em casa, e os cálculos podem ser eliminados espontaneamente.
Se ele possui menos de 5 milímetros, é possível que seja expelido com algumas medidas, como o aumento diário da ingestão de água, pois ajuda a limpar os rins.
Já se o cálculo for grande demais (maior que 10 milímetros), outras tentativas são indicadas. Entre elas temos: a litotripsia, a ureteroscopia e a nefrostomia percutânea.
A litotripsia é um procedimento que utiliza ondas de energia para fragmentar a pedra em partes menores, facilitando sua eliminação pela urina. No caso da ureteroscopia, é indicada quando o cálculo está localizado no ureter ou não pode ser eliminado naturalmente. Nesse procedimento, um endoscópio é introduzido pelas vias urinárias para visualizar e remover ou fragmentar a pedra. Já a nefrolitotomia percutânea consiste na remoção da pedra por meio de um pequeno acesso na região lombar. É mais invasivo que outras técnicas, mas altamente eficaz para cálculos volumosos.
Esses procedimentos são realizados por urologistas e devem ser acompanhados por uma equipe médica especializada.
Prevenção, acompanhamento e cuidados com a saúde renal
Sabemos que diferentes fatores estão relacionados à formação dos cálculos renais, mas manter hábitos saudáveis e realizar acompanhamento médico regular pode ajudar a reduzir o risco de novos episódios. A ingestão adequada de líquidos e a investigação de possíveis alterações metabólicas e fatores predisponentes são fundamentais para preservar a saúde dos rins ao longo do tempo.
Como a pedra no rim pode voltar a surgir mesmo após o tratamento, o monitoramento contínuo é importante para pacientes que já tiveram diagnóstico de cálculo renal. Observar os sinais do organismo e realizar avaliações periódicas permite identificar alterações precocemente e evitar complicações futuras.
No Hospital São Lucas, os pacientes contam com atendimento especializado para investigação, diagnóstico e acompanhamento, com suporte médico individualizado e estrutura preparada para oferecer cuidado integral em todas as etapas do tratamento. Em caso de sintomas ou histórico de pedra no rim, agendar uma consulta é um passo importante para cuidar da saúde e receber orientação adequada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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