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Câncer de pâncreas: o que é e quais as principais causas e tratamento

Apesar de não apresentar sintomas nos primeiros estágios, é possível identificar o tumor precocemente por meio de exames de rotina

​O pâncreas, apesar de pequeno, tem um papel muito importante: produzir enzimas e hormônios fundamentais como a insulina. Além da pancreatite aguda e de cistos, a principal alteração que atinge essa região é o câncer. 

O que é câncer de pâncreas?

O câncer de pâncreas é o quarto tipo de neoplasia maligna de maior incidência entre as mulheres e o quinto entre os homens. Ocorre quando há o surgimento de um carcinoma na região. 

Onde fica localizado o pâncreas?

O pâncreas é uma glândula que faz parte do sistema digestivo e está localizado atrás do estômago. 

Quais os sintomas da fase inicial do câncer de pâncreas?

Comumente, o câncer de pâncreas em estágio inicial não se manifesta ou apresenta apenas sinais sutis. Por esse motivo, muitos pacientes só obtêm o diagnóstico quando o quadro já está avançado e com uma previsão mais desafiadora.

Os primeiros indícios de que há algo errado com o funcionamento da glândula são má digestão e dor abdominal. Mesmo quando não há sintomas, é possível diagnosticar o câncer de pâncreas precocemente, por meio do acompanhamento de rotina com um clínico geral ou gastroenterologista. Exames em um check-up, que podem identificar alterações nas vias biliares, por exemplo, e de imagem, como tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia abdominal, permitem avaliar as estruturas do pâncreas. Quando confirmada a existência de um tumor, o médico pode solicitar uma biópsia do órgão para identificar se é uma neoplasia maligna e em que estágio se encontra. Esse processo é muito importante para auxiliar o profissional a adotar o tratamento mais indicado para o quadro.

Os sintomas de câncer de pâncreas em fase terminal podem incluir:

  • fraqueza;
  • tontura;
  • diarreia;
  • perda de peso repentina;
  • ausência de apetite;
  • anemia;
  • icterícia (principalmente na pele e nos olhos);
  • urina escura;
  • dificuldade de digestão;
  • fezes esbranquiçadas;
  • coceira;
  • dor na região do estômago que pode irradiar para as costas. 

O câncer de pâncreas tem cura?

De acordo com o Dr. Eduardo Fernandes, coordenador do Programa de Transplantes do Hospital São Lucas Copacabana: “Essa neoplasia é uma doença agressiva, mas com o avanço da tecnologia médica nos dias atuais, os pacientes têm obtido resultados muito superiores aos do passado. Além disso, em casos selecionados, é possível remover o tumor por meio de cirurgia robótica, por exemplo. No entanto, as chances de sucesso são maiores quando o diagnóstico ocorre precocemente." 

Quais as causas do câncer de pâncreas?

Grande parte dos casos está relacionada com o tabaco e seus derivados, incluindo o cigarro eletrônico, dispositivo que, infelizmente, não diminui os riscos de desenvolver neoplasias ligadas ao fumo. Dessa forma, o melhor jeito de prevenir a doença é evitar o tabagismo. O Dr. Eduardo também menciona o alcoolismo e maus hábitos, como a ingestão de alimentos gordurosos e ultraprocessados, como fatores importantes para o desenvolvimento do câncer de pâncreas.

“Existem também os quadros causados por alterações genéticas e hereditárias (síndrome de 20, por exemplo) e os tumores neuroendócrinos (TNE), que acometem pessoas jovens e são cada vez mais frequentes." 

Existem fatores de risco para desenvolver a doença?

O câncer de pâncreas é mais comum em pessoas acima dos 60 anos, diabéticos e fumantes. A exposição a produtos químicos e o consumo excessivo de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas também intensificam as probabilidades de desenvolver a condição. Outros fatores de risco são:

  • obesidade;
  • histórico familiar;
  • genética. 

Qual o tratamento adequado?

O tratamento de combate ao câncer de pâncreas é determinado de acordo com seu estágio, o grau de acometimento da glândula e a possibilidade de avanço para outros órgãos (metástase). As abordagens disponíveis são:

  • cirurgia – remoção da região afetada para evitar que o câncer se espalhe para outras áreas;
  • radioterapia – terapia indicada para quadros menos avançados que visa diminuir o tamanho do tumor e destruir as células cancerígenas que possam permanecer depois da cirurgia;
  • quimioterapia – o objetivo é o mesmo da radioterapia, diferenciando-se pelas aplicações intravenosas; é indicada para quadros mais avançados.

“O tratamento do câncer de pâncreas é baseado no pilar quimioterapia + cirurgia. Atualmente, utilizamos a técnica de cirurgia robótica para a remoção completa do tumor. Essa abordagem radical aumenta a sobrevida dos pacientes e diminui a reincidência da doença", afirma.

O Hospital São Lucas Copacabana é um centro de referência em cirurgia de pâncreas no Brasil, sendo responsável pela realização de mais de 40 procedimentos por ano. O Dr. Eduardo Fernandes explica: “Vale a pena destacar o papel da equipe multidisciplinar, formada por cirurgiões especializados nesse tipo de procedimento, que inclui oncologia clínica e radiologia intervencionista. Isso cria um núcleo de pancreatologia que, além das cirurgias, também coordena a unidade de terapia intensiva especializada para esse tipo de tratamento, sempre garantindo a segurança do paciente", conclui.​​

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