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Como diferenciar os tipos de AVC e o que fazer quando surgirem sintomas?

A cefaleia é um dos sintomas mais comuns de acidente vascular cerebral

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é a segunda maior causa de óbitos no Brasil e caracteriza-se pela obstrução (AVC isquêmico) ou o rompimento (AVC hemorrágico) dos vasos condutores de sangue para o cérebro. Com essa alteração na circulação sanguínea, a área afetada perde a sua função.

Tipos de AVC e os seus sintomas

A cefaleia é uma queixa muito comum. No entanto, em algumas situações específicas, é possível reconhecer a presença de um AVC​. Então, fique atento:

  • dor súbita, de forte intensidade (frequentemente relatada como a “pior dor da vida") – pode ser sinal de distensão ou ruptura de aneurismas, que causa hemorragia do vaso sanguíneo para o tecido cerebral. Caso apresente quadro semelhante, sem motivo aparente, busque um serviço de emergência;
  • dor de cabeça incomum – preste atenção se a dor for diferente da cefaleia habitual. Da mesma forma que pode ser uma reação à má postura e ao estresse, por exemplo, também pode significar um AVC. Não adie a visita ao médico;
  • dor de cabeça associada a sintomas incomuns, como dificuldade para falar, enxergar ou andar, somada à confusão mental exigem atendimento imediato num serviço de pronto atendimento;
  • dor combinada com maus hábitos – consumo excessivo de álcool, tabagismo, pressão alta, sedentarismo, diabetes e estresse são fatores de risco para o AVC. Quando associados à dor de cabeça intensa, devem ser analisados por um médico.

Como afirmamos anteriormente, existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. Entenda as suas diferenças:

  • acidente vascular cerebral isquêmico – é causado pela obstrução ou redução brusca de fluxo sanguíneo em uma artéria. Esse tipo de AVC é responsável por mais de 80% dos casos de derrame;
  • acidente vascular cerebral hemorrágico – ocorre quando há o rompimento espontâneo de algum vaso, levando ao vazamento de sangue para o interior do cérebro. 

O que fazer na presença de sintomas de AVC?

Em caso de sintomas de AVC, o Dr. Gutemberg Santos, neurologista do Centro Médico do Hospital São Lucas, na Gávea, indica: “Inicialmente, fique calmo e procure atendimento médico imediatamente, caso seja possível, por meios próprios, ou acione o serviço de emergência. AVC tem tratamento, mas o seu sucesso está intimamente ligado ao tempo que levamos para diagnosticá-lo. Lembre-se sempre: tempo é cérebro!" 

O que fazer se outra pessoa estiver com sintomas de AVC?

Caso identifique os sinais de AVC em alguém, inicie os primeiros socorros imediatamente:

  • mantenha a calma;
  • deite o paciente de lado, com a cabeça apoiada de forma ligeiramente elevada. Isso evita a obstrução da garganta pela língua ou possíveis engasgos durante eventual vômito ou desmaio;
  • procure atendimento médico imediatamente ou ligue para o 192 e informe os sintomas;
  • mantenha a pessoa aquecida com cobertas ou roupas;
  • se o paciente parar de respirar, inicie manobras de reanimação até que o socorro chegue. Faça entre 100 e 120 massagens cardíacas por minuto (apoie uma mão sobre a outra, mantenha os braços esticados e use o peso do próprio corpo; comprima com força; o peito precisa afundar entre 5 e 6 cm;
  • quem tem treinamento, a cada 30 massagens, pode fazer duas respirações boca a boca.

O socorro imediato evita sequelas como paralisia, problemas de memória ou dificuldade para falar. 

Que médico procurar?

De acordo com o Dr. Gutemberg, o médico mais indicado para o tratamento de um acidente vascular cerebral é o neurologista. No entanto, o tratamento multidisciplinar é muito importante.

“Outras especialidades médicas, como a cardiologia, além de diversos profissionais da área de saúde, como fisioterapeuta e fonoaudiólogo, são muitas vezes essenciais", completa.                                                                                                

Como prevenir-se?

Controlar os fatores de risco como hipertensão, diabetes e dislipidemia (alto nível de gordura no sangue) é essencial. Além disso, a prática regular de atividades físicas associada a uma alimentação equilibrada contribui significativamente para um quadro de saúde e bem-estar.

“Vida saudável é a melhor resposta. Por último, mas não menos importante, procure um médico neurologista para avaliação de rotina", conclui o Dr. Gutemberg.

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