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Como impedir que as redes sociais prejudiquem a saúde mental dos usuários

Ansiedade e depressão podem aumentar entre os mais jovens

​​As redes sociais são o maior fenômeno da era digital. Através do Facebook, do YouTube, do Instagram e de várias outras plataformas, é possível compartilhar conhecimento, conectar-se a outras pessoas e até mesmo alavancar um negócio pessoal. Porém, pesquisas mostram que as redes sociais podem ser muito perigosas: jovens que estão constantemente conectados a diferentes plataformas têm apresentado sinais de depressão e ansiedade.

Através de fotos, compartilhamentos e publicações, qualquer usuário pode mostrar seu estilo de vida, seus pensamentos e opiniões. Segundo o dr. Marcos Knibel, coordenador do Centro de Ensino e Treinamento do Hospital São Lucas Copacabana, essa exposição constante dá margem para muitos comportamentos que podem ser nocivos, inclusive a comparação.

“Costuma ser difícil para uma pessoa mais jovem não idealizar uma vida perfeita quando olha constantemente para fotos de viagens e de pessoas que considera mais bonitas ou mais bem-sucedidas do que ela, por exemplo. Essa comparação pode gerar a falsa ideia de que sua vida é ruim ou que ela não se diverte ou não se cuida o bastante”, explica o médico.

Esse tipo de comportamento começa cedo. Uma pesquisa publicada na revista científica Jama Pediatrics estudou 4 mil jovens canadenses durante quatro anos e constatou que os indícios de depressão cresciam à medida que a exposição às redes sociais aumentava. No início do estudo, os jovens eram apenas crianças de 12 anos.

“É preciso lembrar que as pessoas só mostram nas redes sociais o que elas gostariam que vissem e admirassem, seja uma promoção no trabalho, seja uma viagem esperada. Isso não reflete o dia a dia delas, e sim momentos específicos. É bom ressaltar que ninguém está imune aos desafios e decepções do cotidiano e que isso é normal, faz parte da vida”, pontua o dr. Knibel.

Para diminuir a comparação, é importante manter um diálogo aberto e sincero com a família e os amigos sobre seus pensamentos e inseguranças e formar uma rede de apoio que fortaleça a saúde emocional. Se for necessário, a pessoa também pode buscar a orientação de um psicólogo. Para o dr. Knibel, passar mais tempo desconectado também contribui para melhorar a ansiedade e a depressão.



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