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Como o colesterol alto impacta na saúde

Manter as taxas elevadas da substância pode levar ao desenvolvimento de doenças graves

​Para o organismo funcionar de forma saudável, todos os seus componentes devem estar equilibrados. O fato de um deles estar desnivelado pode representar risco à saúde. Um dos componentes que, alterado, mais prejudicam o corpo é o colesterol, que pode contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares, renais, hepáticas, cerebrais e muitas outras. A preocupação é tão grande que foi criado o Dia Mundial de Combate ao Colesterol, comemorado em 8 de agosto, para conscientizar a população sobre os cuidados necessários para se evitarem níveis elevados de colesterol.

Segundo o dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana, uma quantidade elevada de colesterol no sangue pode se acumular nas paredes das artérias e dificultar a circulação. Dessa forma, as artérias ficam mais estreitas, causando a aterosclerose, que pode gerar outras condições mais complexas, como ataque cardíaco ou derrame cerebral.

“O colesterol pode ser classificado, de forma simples, em dois tipos: o HDL é o colesterol bom e o LDL, o colesterol ruim. O LDL é pobre em proteínas e é responsável pelos danos ao organismo. Já o HDL é rico em proteínas e ajuda a diminuir os estragos do LDL no corpo”, explica o dr. Rouge.

É considerado normal um adulto que tenha o colesterol total de até 190 mg/dl, com o LDL menor que 160mg/dl e o HDL maior de 40mg/dl ou 50mg/dl, no caso das mulheres. Quem tem algum fator de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, obesidade e histórico familiar, precisa ter o LDL abaixo de 130mg/dl com um HDL acima de 45mg/dl (50 para as mulheres).

Em casos específicos, quando já existe a doença cardiovascular ou há alto risco para seu desenvolvimento, os níveis de LDL devem ser ainda menores, podendo, em alguns casos, ser considerados altos níveis abaixo de 50mg/dl de LDL. Não menos importantes são os níveis de triglicerídeos no sangue, que também são gorduras que podem levar ao desenvolvimento de doenças no coração. Em uma pessoa saudável eles devem ser inferiores a 175mg/dl.

“Chamamos de dislipidemia as altas taxas de colesterol no sangue. Ela não provoca sintomas característicos, o que dificulta a detecção desse problema. A maior parte das pessoas com dislipidemia não sabe que tem a doença. Um exame de sangue para a dosagem das gorduras no sangue (lipídeos e triglicerídeos) já é o bastante para rastreá-la”, afirma o médico.

A dislipidemia funciona como um fator de risco para o desenvolvimento de muitas doenças do coração e do aparelho circulatório. Por isso, após a detecção do quadro, é necessário fazer acompanhamento médico para orientação quanto aos hábitos de vida. Caso seja necessário, o especialista também falará sobre a utilização de medicamentos que reduzam os níveis de LDL-colesterol e triglicerídeos no sangue.

Uma dica valiosa para manter um bom nível de colesterol no organismo é apostar em uma alimentação saudável, com boa quantidade de frutas, verduras e legumes e poucos alimentos gordurosos, ricos em açúcares simples e industrializados; uma rotina de exercícios físicos – com o acompanhamento de um médico – e redução na ingestão de bebidas alcoólicas.​


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