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Conheça os principais sintomas da aids e como tratar a doença

Dia Mundial de Luta contra a AIDS conscientiza população sobre necessidade de prevenção

O aumento dos casos de AIDS no Brasil vem preocupando os médicos de todo o país. Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um salto no número de infecções, principalmente entre os homens jovens homossexuais entre 15 e 19 anos. Entre 2006 e 2015, eles aumentaram de 2,4 casos a cada 100 mil habitantes para 6,7. Diante de crises como esta, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, comemorado no dia 1º de dezembro, mostra seu valor ao conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença por meio da troca de informação.

Segundo a dra. Teresa Navarro, coordenadora da Emergência do Hospital São Lucas Copacabana, a AIDS, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), é causada pelo vírus HIV e pode ser transmitida pelo contato com fluidos corporais, como sangue e sêmen, de um paciente infectado. As formas mais recorrentes de infecção são pela prática sexual sem preservativo ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas já utilizadas.

“O vírus HIV, que causa a doença, destrói as células brancas. São elas que protegem o corpo contra doenças e, uma vez debilitadas, deixam o organismo do paciente muito mais propício a desenvolver quadros graves, como pneumonia, encefalopatia e insuficiência renal”, explica a médica.

Como a AIDS ataca diretamente a imunidade, o paciente soropositivo acaba falecendo por consequência dessas doenças, e não propriamente por causa do vírus HIV. Entre os principais sintomas estão febre, dor na garganta e nos músculos, diarreia constante, mal-estar e sensação de cansaço, que geralmente surgem aproximadamente duas semanas depois da infecção. O vírus pode ser detectado por meio de exame de sangue.

Apesar de não ter cura, a AIDS pode ser facilmente administrada ao longo dos anos sem muitos efeitos colaterais, com a ajuda de coquetéis antiaids e medicamentos próprios, que proporcionam ao paciente uma boa qualidade de vida e uma rotina normal. Porém, quanto mais cedo ela for detectada, maiores as chances de os tratamentos terem o efeito esperado.

“A prevenção é a melhor maneira de garantir a saúde, por isso, a importância de usar camisinha durante as relações sexuais e certificar-se de que as agulhas e seringas descartáveis estavam lacradas antes do manuseio”, conta a dra. Teresa.


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