Logon
Blog

Dislipidemia aumenta o risco de doenças cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 2

Resistência à insulina influencia o aumento de gorduras no sangue

​A dislipidemia é uma doença silenciosa que pode colocar a saúde em risco de várias maneiras. Além de não ter sintomas expressivos – o que dificulta seu diagnóstico precoce –, ela também é considerada um facilitador para diversas doenças cardiovasculares, principalmente em pacientes com diabetes tipo 2.

Segundo a dra. Luciana El-Kadre, coordenadora do Centro de Diabetes e Obesidade do Hospital São Lucas Copacabana, a dislipidemia nada mais é do que a alta taxa de colesterol no sangue. Pode parecer simples, mas a maioria das pessoas nessa condição não sabe que tem a doença, o que faz com que ela aja no organismo sem ser notada. No caso dos pacientes com diabetes tipo 2, a situação é ainda mais grave, porque a resistência à insulina, principal característica da doença, influencia o desenvolvimento da dislipidemia aterogênica.

“Essa variação da dislipidemia aumenta os níveis de secreção hepática de VLDL, lipoproteínas de muito baixa intensidade que contêm, principalmente, triglicerídeos e outras lipoproteínas. Como consequência, a dislipidemia aterogênica eleva consideravelmente o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardiovasculares, como doença arterial coronariana e infarto agudo do miocárdio, em pessoas diabéticas”, explica a dra. Luciana.

Além de prezarem pela quantidade de açúcar no sangue, pacientes com diabetes tipo 2 também precisam conter o nível de gordura no organismo para atingir o controle conjunto da glicose, da pressão arterial e do colesterol LDL, considerado o colesterol ruim.

“Existem diversas formas de tratamento para o diabetes tipo 2, como a adoção de um estilo de vida mais saudável e ativo, terapia com insulina, uso de estatinas e a cirurgia metabólica. É preciso que o paciente converse com seu médico para definir a melhor abordagem a ser feita”, afirma a médica.​



Veja mais