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Doação de medula óssea: como é feita e quem pode doar?

A doação pode beneficiar o tratamento de aproximadamente 80 doenças em pessoas de diversas faixas etárias

​O ato de doar medula óssea surte resultado positivo na vida de inúmeras pessoas que estão à espera por um doador compatível para iniciar o tratamento de sua doença. De acordo com dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) – um banco de dados financiado pelo Ministério da Saúde com informações sobre possíveis doadores para quem precisa de transplante de medula óssea –, a ação pode beneficiar pessoas de diversas idades no combate a cerca de 80 doenças diferentes relacionadas com o sangue, como leucemias, linfomas, mielomas múltiplos e anemia de Fanconi. 

O que é necessário para ser um doador de medula óssea?

O primeiro passo para se tornar um doador é procurar o hemocentro do seu estado e agendar uma consulta para esclarecimento ou palestra sobre doação de medula óssea. Em seguida, de acordo com dados do Redome, serão realizadas as seguintes etapas:

O voluntário vai assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e preencher uma ficha com informações pessoais. Com isso, será colhida uma pequena quantidade de sangue (10 mL) do candidato a doador (o sangue é coletado das veias como em um exame laboratorial).

A amostra será analisada por histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar as características genéticas do sangue que vão ser cruzadas com dados de pacientes que necessitam de transplante, com o intuito de determinar a compatibilidade.

Os dados pessoais e o tipo de HLA são enviados para o Redome. Quando houver uma doação em potencial, o voluntário será consultado quanto à disponibilidade e ao desejo de doar, antes mesmo de seguir com o processo de confirmação de compatibilidade. Por esse motivo, é decisivo manter os dados sempre em dia. 

Para seguir com o processo de doação, serão fundamentais outros exames, com o propósito de confirmar a compatibilidade, além de uma avaliação clínica de saúde. Somente após todas essas etapas concluídas, o voluntário poderá ser considerado apto e, assim, estará pronto para realizar a doação. 

Como a doação de medula óssea beneficia o tratamento de doenças?

O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para combater enfermidades que afetam a fabricação de células do sangue, acarretando deficiências no sistema imunológico. Os principais beneficiados desse procedimento são os pacientes com leucemia aguda. Há também alguns casos de linfomas resistentes ao tratamento convencional. Outras doenças, menos frequentes, também podem ser abordadas com essa modalidade de transplante, como as mielodisplasias, doenças do metabolismo, doenças autoimunes e alguns tipos de tumores. 

Quantas vezes uma pessoa pode doar medula óssea?

Recomenda-se que a medula seja doada novamente depois de seis meses, apesar de ela se recompor em 15 dias e ser possível realizar uma nova doação nesse período sem nenhum prejuízo à saúde. 

Existe risco em ser um doador de medula óssea?

A maioria dos doadores pode voltar às suas atividades normais depois de uma semana. Na doação por punção, o voluntário costuma relatar dor no local, que tende a desaparecer em alguns dias; no momento da coleta não há dor, pois há anestesia para o conforto do doador, que pode retornar à sua rotina em poucos dias. É importante ressaltar que todas essas questões são avaliadas clinicamente e explicadas ao doador com to​da a atenção.

Quem pode doar medula óssea?

Para se tornar um doador de medula óssea, é essencial estar no perfil indicado abaixo pelo Redome: 

  • ter entre 18 e 55 anos;
  • estar em boa condição de saúde;
  • não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como a causada pelo HIV, por exemplo, ou a hepatite);
  • não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).
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