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Entenda o que a interação medicamentosa pode causar nos idosos

Prevenção deve ser adotada para a polifarmácia não prejudicar a saúde dessa população

​Você já ouviu falar em polifarmácia? Esse termo se refere à modificação dos efeitos habituais de um medicamento quando associado a outros, com reações inesperadas. Essa condição é ainda mais comum nos idosos, mas bastam alguns cuidados na escolha dos remédios para impedir que a polifarmácia afete a saúde do paciente.

Segundo a dra. Teresa Navarro, coordenadora da Emergência do Hospital São Lucas Copacabana, a faixa etária dos idosos é a que mais utiliza múltiplos remédios, por causa das doenças crônicas – que devem ser tratadas em grande parte da vida – e as sequelas do avançar da idade. Soma-se a isso a automedicação, principalmente, em casos de gripe, dores de cabeça e enjoos.

“Quanto mais doenças a pessoa tem, mais remédios ela tem que tomar, o que, muitas vezes, deixa o organismo sobrecarregado, fazendo com que responda à ação dos medicamentos e cause reações adversas, como confusão mental, incontinência e quedas”, explica a médica.

Como não é possível interromper a grande maioria dos remédios tomados pelo idoso, é preciso que o médico que acompanha esse paciente tenha um cuidado a mais na hora de analisar possíveis mudanças ou adições em sua medicação. O paciente, por sua vez, deve manter consigo a relação de fármacos que usa, caso seja necessário falar sobre isso em uma consulta ou na ida ao hospital. Outra dica valiosa é evitar ao máximo a automedicação, fazer exames sempre que solicitado e manter seu médico de confiança informado sobre qualquer alteração.



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