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Festas de final de ano e o consumo de álcool: como proteger o fígado

Atenção ao excesso de bebida alcoólica e suas consequências ao sistema hepático

​​​​As festas de fim de ano juntamente com o período de férias estão chegando e temos motivos para comemorar com proteção e moderação. Como é comum dessa época, o consumo de bebida alcoólica aumenta durante as festividades, mas um olhar para cuidar da saúde do fígado vale a pena, de forma que o corpo só tende a agradecer. 

O que a bebida alcoólica causa organismo?

O consumo frequente pode além de causar dependência química, afetar diversas áreas do corpo. Dentre os mais vulneráveis estão:

  • Fígado altera a produção de enzimas e muda o metabolismo do álcool digerido, acarretando inflamação crônica, hepatite alcoólica e cirrose.
  • Rins por ter efeito diurético, sobrecarrega-os e compromete o processo de filtragem das substâncias.
  • Cérebro afeta o Sistema Nervoso Central, podendo provocar problemas de atenção, de reflexo, de memória, de sono, inclusive causar o coma.
  • Coração devido à liberação de adrenalina, amplia a frequência dos batimentos cardíacos.
  • Estômago – agride as mucosas do estômago e do esôfago, causando esofagite, gastrite e diarreia.


​Como a ingestão de álcool pode prejudicar o fígado?

O volume de álcool consumido tem bastante variação, de modo que algumas pessoas são muito mais sensíveis aos efeitos da bebida do que outras. Mas, normalmente, a regra é o tempo de consumo e a quantidade ingerida, ou seja, quanto maior a ingestão e o tempo, mais chances de que alguém tenha danos no fígado.

De acordo com o dr. Henrique Sérgio Moraes Coelho, coordenador clínico da Unidade de Hepatologia do Hospital São Lucas, o consumo seguro para pessoas sem doença hepática é não exceder a 40g por dia para homens e 20 a 30g para as mulheres que são mais sensíveis ao efeito do álcool. Isto representa como exemplo 2 taças de vinho tinto para o homem ou 2 1/2 latinhas de cerveja e 2 latinhas para elas. Vale lembrar que a substância aumenta o peso e deve ser evitado em pessoas com sobrepeso ou obesos também mais propensos a longo prazo de evoluírem para cirrose. As bebidas destiladas como o whisky são muitos concentradas (40g/100ml). Sendo assim, teoricamente tem que ser ingeridas em menor quantidade. Estas recomendações devem ser adaptadas caso a caso levando em consideração a idade, presença de comorbidades, tipo de trabalho e perfil psicológico.

​Conheça as principais doenças causadas pelo uso excessivo:

Cirrose Hepática

A patologia é uma lesão irreversível no fígado, a qual gera a fibrose, obstruindo a passagem do sangue e impedindo o órgão de realizar funções vitais como purificar o organismo e os nutrientes absorvidos pelo intestino. Tal situação origina a falência hepática, cujos sintomas mais típicos são: acúmulo de líquido no abdômen; sangramento intestinal; confusão mental e desnutrição. Vale ressaltar que alguns quadros podem ser contornados com medicamentos e procedimentos especializados, mas sem volta ao que era antes, a não ser pela indicação de um transplante de fígado

​Hepatite Alcoólica

Caracteriza-se por uma condição grave, no qual o fígado fica inflamado e suscita a morte de diversas células hepáticas, oferecendo risco ao paciente e requerendo hospitalização. A boa notícia é que a doença tem tratamento: embora ainda deixe sequelas permanentes - as chamadas fibroses – ela tem cura. Os principais indicativos do distúrbio são: perda de peso; vômitos; dor na região que compreende o órgão; febre e fraqueza. Assim, busque um atendimento profissional ao perceber essas ocorrências.

Esteatose hepática

Trata-se do acúmulo de gordura no fígado por meio de “bolsas" formadas no tecido hepático, o que expande o volume do órgão. A disfunção pode ser identificada mediante exames de sangue, e o tratamento consiste na interrupção da ingestão de bebida alcoólica. Desse modo, a esteatose hepática acaba e o organismo se reestabelece.

Quando procurar um hepatologista? 

Para o cuidado de doenças dessa área, ocasionadas ou não pelo uso excessivo de bebida alcoólica, é recomendada a busca de um hepatologista. Algumas enfermidades relacionadas ao fígado não apresentam sintomas ou exibem poucas evidências, sobretudo, em fases iniciais. Podem, ainda,  demonstrar indícios como dores; cansaço; coceira no corpo sem lesão; e pele amarelada (icterícia), reforçando a importância da realização do check-up anual   a fim de que por intermédio dos exames, seja  possível perceber alterações em todo o corpo e, caso seja necessário, o encaminhamento de um tratamento.

​Como tratar doenças hepáticas?

Procurar atendimento médico qualificado é o primeiro passo para avaliar o quadro do paciente, a fim de que se possa dar início ao tratamento adequado. Nesse procedimento, é preciso parar de beber para começar um processo de recuperação, ainda que mínimo. Já no caso da uma evolução da cirrose, a orientação é o transplante hepático, no qual o candidato a receber o órgão precisa de um período maior de seis meses sem consumir bebida alcoólica.

De acordo com o dr. Henrique Sérgio Moraes Coelho, coordenador clínico da Unidade de Hepatologia do Hospital São Lucas “a principal ação para combater as doenças do fígado são : suspender o uso do álcool, reduzir o peso nos obesos, controlar o diabetes que é uma causa importante de gordura no fígado".

​Serviço HSL

Diagnosticar e tratar precocemente doenças hepáticas melhora as chances de cura. O procedimento cirúrgico de reposição de fígado é o recurso terapêutico mais indicado para patologias que comprometem o funcionamento do órgão do paciente em casos graves. Ele pode ser feito de duas maneiras: por meio do “transplante intervivos", no qual há compatibilidade entre o receptor e o doador vivo; ou de órgão de um falecido.

O Hospital São Lucas Copacabana é referência no tratamento de doenças hepáticas. O Centro de Doenças do Fígado e do Pâncreas, localizado no Shopping da Gávea, conta com corpo clínico altamente capacitado para o cuidado ao paciente. Caso manifeste sintomas, recorra a um atendimento médico o quanto antes, além de manter seus exames anuais em dia para se prevenir ou tratar precocemente patologias. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (21) 2545-4000 (opção 1). ​

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