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Filha emagrece 23 quilos para doar rim ao pai

Transplante salvou a vida de paciente que sofria de doença renal crônica

Os heróis nem sempre usam capa, e essa máxima é reforçada quando conhecemos histórias como a de Ivan e Nathalia Pinheiro – pai e filha que protagonizaram um momento de puro amor e compaixão. Para salvar a vida de seu pai, que sofria de doença renal crônica desde a infância e precisava de um transplante de rim, Nathalia venceu a obesidade e emagreceu 23 quilos, tornando-se apta a fazer o procedimento.

Ivan Reymont Pinheiro, de 56 anos, já havia passado por esse momento antes: em 1982 e 2005 quando, respectivamente, seu irmão e irmã doaram o órgão. Em 2018, um novo desafio: o rim recebido anteriormente já não funcionava como deveria e outro transplante era necessário. Dessa vez, Nathalia Pinheiro, sua filha, não teve dúvidas em ajudar o pai, mas havia um desafio: vencer a obesidade. Em apenas quatro meses, ela emagreceu 23 quilos e pôde se candidatar para a cirurgia

“Minha família conta que, desde pequena, eu já falava que doaria um rim para meu pai. No momento em que soube que não poderia doar o órgão por causa do excesso de peso, não me lamentei. Peguei toda a frustração e usei como motivação”, conta Nathalia. Com a ajuda da irmã, nutricionista, ela fez uma reeducação alimentar, adquiriu hábitos mais saudáveis e mudou de vida.

Segundo o dr. Pedro Tulio, nefrologista do Hospital São Lucas Copacabana, a necessidade da perda de peso existia porque a reserva renal que ficaria ao doar um dos rins poderia não ser o bastante para Nathalia em razão da obesidade, o que acabaria colocando a saúde dela em risco.

“O amor que tenho por meu pai e a vontade que tinha de tirá-lo da hemodiálise e dar qualidade de vida a ele me moveram e eu consegui! O transplante e a doação foram também o estímulo de que eu precisava para ser mais saudável. Hoje vivo melhor com apenas um rim do que vivia com os dois órgãos”, afirma a doadora. Ivan, agora já recuperado, comemora mais uma chance de viver.

​Um rim transplantado tem, em média, a vida útil de 10 a 15 anos, porém, alguns pacientes permanecem com o órgão funcionando por mais tempo. Fatores como o número de transfusões sanguíneas, intercorrências e o tipo de doador para transplante podem influenciar nesse tempo, fazendo necessário um novo transplante.


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