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Hospital São Lucas abre novas turmas para projeto de inclusão social

O Hospital São Lucas, em Copacabana, abriu novas turmas de curso de Libras para seus colaboradores

Uma turma de continuidade e aperfeiçoamento e outra básica, para iniciantes. De acordo com a supervisora de Recursos Humanos  do Hospital São Lucas, Audrey Falleiro, desde que o incentivo foi implementado na unidade hospitalar, a procura por parte dos colaboradores tem aumentado.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) calculam que, no mundo, existem 610 milhões de pessoas com deficiência, das quais 386 milhões (63,3%) fazem parte da população economicamente ativa. Já os dados do último Censo revelam que o Brasil é composto por cerca de 24,6 milhões de pessoas com deficiência (PCD) visual, auditiva, física ou múltipla, o que equivale a 14,5% da população brasileira. O grande desafio, porém, é a prática da responsabilidade e da inclusão social dessas pessoas no mercado de trabalho.

As empresas enfrentam certa dificuldade na contratação, na implantação e no gerenciamento do colaborador pessoa com deficiência (PCD) quando procuram se adaptar aos moldes previstos em lei. Audrey Falleiro explica: “Empregabilidade não é tão somente empregar PCD, mas abrange ações de inclusão e permanência mais efetiva desses profissionais no mercado de trabalho, com perspectivas de desenvolvimento e ascensão profissional.”

E foi assim, partindo dessa premissa, que Audrey encontrou um caminho para incluir, de forma efetiva, seus  37 colaboradores PCD no ambiente corporativo, no caso, surdos que atuam como auxiliares administrativos. A iniciativa tomada foi oferecer aos demais colaboradores um curso de Libras duas vezes por semana, com carga horária de três horas semanais, durante quatro meses, no próprio hospital.

“Em geral, a interação deles no dia a dia junto aos colegas de trabalho é muito boa. Se fazem entender e são compreendidos. Mas acreditamos que, se os demais colaboradores aprenderem a se comunicar  por meio de Libras, essa inclusão social será ainda mais efetiva no ambiente de trabalho”, complementou Audrey.

Quanto à postura desses profissionais no trabalho, Audrey destaca que são extremamente concentrados, dificilmente se dispersam, o que aumenta a produtividade, e realizam o trabalho de forma eficiente.

Audrey acredita também que um relacionamento saudável deve começar pela forma de tratamento: “Essas pessoas preferem ser vistas como cidadãs adaptadas. Há a expectativa de serem tratadas com naturalidade, sem discriminação, para que se sintam inseridas na sociedade. O tratamento deve se basear no respeito às diferenças, assim como em qualquer relação.”


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