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Hospital São Lucas Copacabana faz a primeira retirada de rim para transplante por cirurgia robótica do Brasil

Doador foi liberado apenas 24 horas depois do procedimento

A tecnologia aplicada à área médica vem transformando as cirurgias de alta complexidade – antes demoradas e com muitos riscos para o paciente – em procedimentos cada vez mais ágeis e seguros. Foi o caso da retirada de rim de um doador vivo que aconteceu no Hospital São Lucas Copacabana, a primeira no Brasil a ser feita usando a tecnologia robótica. Por ser uma intervenção minimamente invasiva, ela permitiu que o paciente recebesse alta hospitalar apenas 24 horas após sair da sala de cirurgia.

Caso o paciente fosse operado pelo método de videolaparoscopia, meio tradicional para a retirada do órgão, o tempo de recuperação poderia ter sido até três vezes maior. Este é apenas um dos benefícios da cirurgia robótica para o urologista Romolo Guida, que conduziu o procedimento. Causar menos trauma na área operada e ter mais precisão nos movimentos, feitos por meio das pinças mecânicas do robô, são outros pontos positivos da técnica que aumentam a segurança da cirurgia e contribuem para o bem-estar do paciente.

“O transplante feito no hospital envolveu um paciente de 45 anos, que doou seu rim para a irmã, que sofria de insuficiência renal crônica e estava há seis meses realizando hemodiálise. Para garantir a qualidade do órgão e aumentar as chances de sucesso da cirurgia, a retirada e o transplante foram feitos ao mesmo tempo”, explica o dr. Eduardo Fernandes, cirurgião transplantador do Hospital São Lucas Copacabana. O procedimento contou com uma equipe de cerca de 15 profissionais entre médicos, anestesiologistas, instrumentadores e enfermeiros.

Como a cirurgia robótica tem ganhado cada vez mais espaço entre os procedimentos de alta complexidade, a tendência é que, no futuro, ela seja usada também para transplantar o órgão no paciente doente. Segundo o dr. Eduardo, essa possibilidade já vem sendo considerada e, mesmo que não tenha previsão para ser aplicada na prática, permite que os especialistas prevejam uma cirurgia de transplante com menos chances de erro médico e tempo reduzido de recuperação do paciente.

Para o dr. Pedro Tulio, nefrologista e coordenador do Programa de Transplante Renal do Hospital São Lucas, o transplante foi o melhor tratamento considerado para a paciente, que já havia tentado outras alternativas sem sucesso.


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