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Bebidas alcoólicas em excesso podem causar cirrose hepática

Doença também é influenciada por outros fatores e pode evoluir para quadros graves

Às vezes é difícil resistir a um happy hour com os amigos ou àquela comemoração de fim de semana, mas exagerar na cerveja pode trazer mais consequências do que apenas a ressaca. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de álcool em excesso pode influenciar mais de 200 doenças, entre elas a cirrose hepática. Aproximadamente 35% dos pacientes considerados alcoólatras desenvolvem esse quadro.

Também chamada de doença hepática alcoólica, a cirrose hepática começa quando bebidas alcoólicas causam lesões no fígado, que podem evoluir para cicatrizes e prejudicar o funcionamento do órgão. Quando o álcool é metabolizado, ele produz substâncias tóxicas que podem inflamar o fígado e gerar essas cicatrizes, chamadas de fibrose.

“Porém, ao contrário do que se imagina, nem sempre é a quantidade de bebida ingerida que determina o quadro. Outros fatores podem influenciar no desenvolvimento da cirrose hepática, como a genética, outras doenças no fígado – como as hepatites ou gordura no fígado –, obesidade, diabetes e o sexo, já que as mulheres costumam ser mais vulneráveis”, explica o dr. Eduardo Fernandes, especialista em cirurgia hepática do Hospital São Lucas Copacabana.

Entre os sintomas mais comuns da cirrose hepática estão insuficiência renal e hepática, retenção de líquido na área abdominal, pele e olhos em tom amarelado e hipertensão da veia porta. Porém, nem todos apresentam essas características de forma clara e, em caso de suspeita, é necessário que o paciente procure um especialista para realizar exames de rastreio.

“O ideal é que todos invistam na prevenção, por meio de avaliações de rotina e bons hábitos de vida. Como uma das principais causas da doença é o excesso de bebida alcoólica, é recomendado evitar o alcoolismo e alimentar-se bem”, afirma o especialista.

​Em casos graves de cirrose hepática, o transplante de fígado é uma das melhores opções de tratamento e oferece grandes chances de sucesso, superiores a 70%. Porém, todo o quadro deve ser analisado por um hepatologista para que ele defina o tratamento mais indicado.


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