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HSL realiza cirurgia para retirada de cálculo nas glândulas salivares

Técnica menos invasiva previne cicatrizes e até mesmo a retirada total das glândulas

É comum conhecer pessoas que tiveram que retirar pedras nos rins ou na vesícula, mas você sabia que elas também podem se formar nas glândulas salivares? Neste mês, o dr. Édio Cavallaro, otorrinolaringologista que atua no corpo clínico do Hospital São Lucas Copacabana, reuniu uma equipe especializada para retirar um cálculo de 4cm do ducto da glândula parótida direita de uma paciente.

Apesar de mais rara do que os cálculos renal e biliar, a sialolitíase pode acontecer em pacientes com predisposição à formação de “pedras” nos canais por onde a saliva é conduzida, principalmente por causa de questões anatômicas, inflamatórias ou funcionais das glândulas salivares maiores. Dentre elas, as mais importantes são as glândulas parótidas e as submandibulares, que produzem a saliva e têm diversos canais por onde ela é conduzida até chegar à cavidade oral.

“Quando acontece a formação de um cálculo dessa natureza, ele causa a obstrução dos canais e facilita que bactérias que estão na boca cheguem até as glândulas, causando infecções e, em casos mais avançados, até abscessos”, explica o dr. Édio.

Este foi o caso da paciente atendida pelo especialista no Hospital São Lucas Copacabana. Um cálculo no ducto da glândula parótida direita foi a causa de uma infecção severa na glândula. A paciente foi internada e tratada com antibióticos por 14 dias até que a infecção diminuísse e fosse possível fazer a cirurgia de retirada do cálculo, um procedimento endoscópico chamado sialoendoscopia.

Segundo o dr. Édio, a equipe usou uma microcâmera de apenas 1,2 milímetro para adentrar o ducto parotídeo e remover o cálculo, evitando que a paciente passasse por cirurgias mais invasivas que pudessem deixar cicatrizes ou que retirassem a glândula.


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