Logon
Blog

Imunização e cuidado nas relações sexuais previnem hepatite B

A doença é tratável, mas a prevenção deve ser a forma de combate mais importante

Algumas doenças simples parecem de fácil tratamento, mas caso ela evolua para uma forma mais complexa, os danos à saúde podem ser sérios. Esse é o caso da hepatite B. Transmitida de forma viral, ela é um dos três tipos de hepatite e costuma ser tratada com repouso e hidratação constante, mas sua forma crônica pode acarretar o desenvolvimento de quadros graves, como cirrose hepática, insuficiência hepática e até mesmo câncer no fígado.

Segundo o dr. Eduardo Fernandes, especialista em cirurgias hepáticas do Hospital São Lucas Copacabana, a hepatite B é transmitida pelo contato com sangue, saliva e sêmen contaminados com o vírus. O compartilhamento de seringas, agulhas e objetos cortantes não esterilizados, assim como o ato sexual sem proteção, são as formas mais comuns de contágio da doença e devem ser sempre evitadas.

“Na grande maioria dos casos agudos da doença, o próprio organismo se encarrega de combater o vírus por meio de anticorpos. Porém, se ele evoluir para hepatite crônica, um especialista deve acompanhar o paciente de perto para evitar que surjam novas complicações, como cirrose, carcinoma hepático e insuficiência hepática grave”, afirma o especialista. É em casos como este, em que o paciente está vulnerável ao desenvolvimento de câncer, por exemplo, que ele pode precisar de transplante de fígado.

A detecção da hepatite B pode ser um desafio, e o motivo é simples: a maioria dos sintomas não aparece de forma clara para o paciente e, em alguns casos, pode ser confundido com doenças comuns, como um resfriado ou uma dor de estômago. Porém, quando surgem, costumam indicar que a doença pode estar em estágio avançado. Entre os sintomas mais comuns estão pele e olhos amarelados, dores abdominais, nos músculos e nas articulações, vômito, fezes esbranquiçadas, urina escura e cansaço.

​“A imunização do paciente por meio da vacina contra a hepatite B ainda é a melhor forma de se proteger da doença. Ela é ministrada em três doses: uma logo após o nascimento; outra no segundo mês e a última no sexto mês de vida. Caso a pessoa já seja adulta e não esteja imunizada, não há problema em tomar a vacina, desde que a segunda dose seja dada 30 dias depois e a terceira, 180 depois da primeira dose”, explica o dr. Eduardo. Grávidas podem se imunizar no segundo trimestre de gestação.



Veja mais