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Infarto pode ter sintomas diferentes em mulheres

Diagnóstico precoce e atendimento ágil da paciente contribuem para eficácia do tratamento

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O infarto – também conhecido como ataque cardíaco – é um dos quadros cardiovasculares de maior incidência no mundo e tem sintomas marcantes, como dor intensa no peito. Porém, entre as mulheres, essa condição pode se apresentar com outros sinais de alerta que nem sempre são diagnosticados de forma precoce, como no caso da Ana Cláudia.

Aos 48 anos e com dupla jornada, ela estava dividida entre a profissão e a rotina do lar, o que a deixava frequentemente estressada. Ao longo do ano, deixou de lado os exercícios físicos, ganhou peso e, às vezes, sentia um aperto no peito que a fazia fumar um cigarro e tomar um café. Numa manhã, a angústia ficou mais intensa, e Ana teve palpitações. Uma amiga alertou que ela estava com expressão diferente, insistiu para que fossem à emergência e, para sua surpresa, soube que havia tido um infarto. 

Segundo dados recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o infarto acomete três vezes mais as mulheres (em todas as idades) do que o câncer de mama. Isso se deve, principalmente, à mudança no estilo de vida e às jornadas duplas e triplas que muitas mulheres assumem, com responsabilidades no trabalho e em casa. Hoje uma em cada cinco mulheres com mais de 50 anos corre o risco de ter um ataque cardíaco.

 

O que é o infarto do coração?

O infarto ocorre quando um coágulo bloqueia, de maneira súbita e intensa, o fluxo sanguíneo para o coração e prejudica o funcionamento do órgão. A principal causa é a aterosclerose, ou seja, o acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Na maioria dos casos, a lesão acontece com o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e à interrupção da corrente sanguínea.

 

Características do infarto em mulheres

Os sintomas do ataque cardíaco feminino nem sempre são considerados típicos, com a presença de intensa dor no peito (dor torácica), que é menos comum nas mulheres, e as arritmias, que são mais observadas. Como muitas mulheres não sentem dor torácica intensa e característica, o atendimento médico acaba, muitas vezes, sendo postergado. Portanto, é importante estar atento a manifestações do corpo que podem indicar algum problema no coração, o que pode fazer a diferença na saúde da paciente.

Listamos, a seguir, os sintomas mais comuns do infarto feminino:

• sinais típicos - dor ou desconforto no peito, com sensação de aperto, que pode irradiar para o braço, as costas e o queixo; essas dores podem ser acompanhadas de suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio;

• sinais atípicos - dor no abdome semelhante a uma gastrite ou refluxo, enjoo, mal-estar em geral, cansaço excessivo, sem motivo aparente e palpitações.

 

Quais são os fatores de risco para o infarto em mulheres?

Essa condição tem mais chances de ocorrer em pacientes que se enquadrem nas seguintes características:

  • idade igual ou superior a 55 anos;
  • quadro de hipertensão, colesterol alto e/ou diabetes;
  • sobrepeso ou obesidade;
  • hábito de fumar;
  • sedentarismo​;
  • menopausa​​.

 

Quem faz parte do grupo de risco deve adotar uma rotina de hábitos saudáveis e consultar-se com seu médico de confiança regularmente para acompanhar de perto a saúde. Na presença ou suspeita de sintomas, a paciente deve procurar atendimento médico com urgência.

No Hospital São Lucas Copacabana, uma pessoa com sinais de ataque cardíaco é imediatamente levada para a realização de eletrocardiograma e avaliação médica. Não havendo o diagnóstico imediato, ela será mantida por até nove horas em observação, com coleta seriada de exames (eletrocardiograma e enzima cardíaca). Antes da liberação, caso não seja comprovado o quadro, ela pode ser submetida a teste para avaliar se pode ter algum evento cardíaco.

 

Prevenção

A melhor maneira de prevenir um infarto é adotar um estilo de vida saudável, como fazer caminhadas diárias por 30 minutos, controlar o peso, não fumar e priorizar uma alimentação equilibrada (com redução de açúcar, gorduras e carboidratos e maior ingesta de frutas, legumes, grãos e carnes magras). A partir dos 40 anos ou na presença de alguma alteração no corpo, é indicado consultar um cardiologista. ​


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