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Laboratório dos Estados Unidos desenvolve fígado artificial

Órgão desempenhou funções hepáticas e prolongou a vida de camundongos

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A tecnologia aplicada à medicina continua a expandir os horizontes da saúde. Recentemente, as Universidades de John Hopkins e Pittsburgh, nos Estados Unidos, divulgaram a criação de um fígado artificial funcional que alcançou resultados excepcionais ao prolongar a vida das cobaias que os receberam. Para isso, foram usadas técnicas de engenharia genética que permitem a modificação de genomas, como a CRISPR (Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regulamente Interespaçadas). 

Segundo os principais autores do estudo, dr. Patrick Cahan e dr. Mo Ebrahimkhani, o projeto começou com o chamado “organoides projetados de fígado", um tecido feito de células-tronco de origem humana que, ao longo de seu amadurecimento, desempenhou funções hepáticas, como armazenamento de energia, produção de proteína e acúmulo de gordura.

Uma vez que o funcionamento do fígado artificial estava próximo do que é esperado de um órgão adulto comum, ele foi transplantado em camundongos que tinham o órgão danificado. Os receptores normalizaram suas funções hepáticas e apresentaram aumento considerável em suas expectativas de vida.

Fora dos Estados Unidos, o campo das pesquisas em Bioengenharia e Medicina Regenerativa acompanha a novidade. A equipe do dr. Eduardo Fernandes, médico transplantador e especialista em cirurgias hepatobiliares do Hospital São Lucas Copacabana, está envolvida em estudos conduzidos no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, localizado no Centro de Ciências da Saúde (CCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenados pela profª Dr. Regina Goldenberg.

O doutorando Marlon Lemos Dias, em conjunto com o graduando em medicina, Ricardo Martins Santos, e o restante da equipe do Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular, vem desenvolvendo diferentes estratégias para a criação de um fígado originado de células-tronco humanas. Inicialmente, o grupo produziu fígados bioartificiais provenientes de pequenos animais, como os ratos, e também de espécies de grande porte com relevância clínica, como os porcos.

 

Hoje, o grupo também produz fígados humanos bioartificiais a partir de órgãos descartados, por não cumprirem determinadas exigências médicas para serem utilizados em outros pacientes, buscando personalizá-los com células tronco humanas antes do transplante. O projeto, apesar de complexo, é otimista de que, em um futuro próximo, haverá eficiência suficiente para o desenvolvimento de fígados artificiais para estudos e transplante em humanos contribuindo para a redução das longas listas de espera.

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