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Neurocirurgia oncológica: o que é, que especialista realiza o procedimento e quando procurar um médico?

Saiba como a integração entre os profissionais de neurologia e oncologia auxilia no combate ao câncer

​​O corpo humano é uma estrutura grande e complexa. Por isso, para proporcionar cuidado a todos os órgãos, tecidos e músculos, a medicina conta com 54 especialidades médicas, sem contar as subespecialidades. Dentro da neurologia, por exemplo, encontramos a neurocirurgia, que também se ramifica para outras áreas, como é o caso da neurocirurgia oncológicaO neurocirurgião Dr. Gustavo Adolpho e a oncologista Dra. Cecília Lameirinhas Longo falam mais sobre o tema. 

Neurocirurgia: o que é a especialidade?

O neurocirurgião atua no tratamento de disfunções que atingem o sistema nervoso central (responsável pela locomoção, raciocínio e memória) e o sistema periférico (conecta o SNC às outras partes do corpo). Estruturas como coluna vertebral e nervos periféricos também são contempladas pelos cuidados desse profissional, visando à preservação não apenas da vida do paciente, mas também de sua capacidade motora, sensitiva e cognitiva.

Alguns exemplos de alterações atendidas pela neurocirurgia incluem:

  • traumas na cabeça e na coluna causados por quedas e acidentes de trânsito;
  • acidente vascular cerebral (AVC);
  • tumores;
  • hérnia na coluna cervical ou lombar;
  • dor crônica e problemas vasculares que atingem o crânio e patologias que comprometem os nervos periféricos, como síndromes compressivas dos nervos mediano (liga o antebraço ao punho) e ulnar (começa na coluna e termina na mão).

Neuro-oncologia: quando procurar a especialidade?

A neurologia oncológica, também conhecida como neuro-oncologia, é o campo da medicina responsável pelo tratamento de tumores que acometem o sistema nervoso, incluindo os cânceres cerebrais e de medula espinhal. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, para cada ano do triênio 2020-2022, sejam diagnosticados, apenas no Brasil, mais de 11 mil novos casos de tumores que podem atingir o cérebro, sendo 5.870 em homens e 5.230 em mulheres.

Nesse sentido, a integração entre neurocirurgia e oncologia é fundamental para garantir que seja aplicada a linha de cuidados mais indicada para cada caso. Quanto ao momento em que se deve consultar um profissional dessa área, o Dr. Gustavo sugere: “De forma geral, para a prevenção ou detecção precoce de qualquer patologia, o mais adequado é, a partir dos 40 anos, realizar um check-up neurológico pelo menos uma vez ao ano."

Também em casos de histórico familiar de doenças neurológicas ou diante do surgimento de qualquer sintoma, consulte um neurocirurgião ou, inicialmente, um neurologista para obter uma primeira avaliação.

A Dra. Cecília destaca a importância de perceber as manifestações: “É fundamental estar atento e reconhecer os sinais que indicam a necessidade de uma avaliação médica especializada." Os sintomas variam de acordo com o local acometido e podem incluir:

  • convulsões;
  • desmaios;
  • dormência ou formigamentos;
  • cefaleia progressiva, que não melhora com analgésicos;
  • perda da força muscular;
  • alterações na fala ou na visão;
  • mudanças cognitivas, no humor ou na personalidade; agitação, irritabilidade;
  • desequilíbrios ou tonteiras;
  • movimentos involuntários.

É importante não buscar “diagnósticos" na internet nem soluções caseiras. Em caso de um ou mais desses sintomas, consulte sempre profissionais de saúde. 

Quem deve fazer a neurocirurgia oncológica?

Ao buscar avaliação especializada, o neurologista fará um exame neurológico e solicitará outros métodos, como tomografias computadorizadas ou ressonância magnética.

“Estar em um centro de referência diagnóstica, com tecnologia de imagem de alta resolução e radiologistas especializados para esse tipo de análise de imagem, faz a diferença na detecção precoce do tumor", complementa a oncologista.

Quando as avaliações apontam para a suspeita de tumor cerebral, as equipes de neurocirurgia e neuro-oncologia trabalham de forma integrada para definir a melhor abordagem de tratamento, sendo a cirurgia o principal método.

“O diagnóstico do tipo de tumor é feito com base na avaliação de um patologista especializado, e não raramente recorremos a novas tecnologias moleculares para um resultado mais preciso", ressalta.

Por fim, a Dra. Cecília explica que, depois do procedimento, a equipe oncológica avalia se há necessidade de complementação com quimioterapia e/ou radioterapia. 

Neurologia no Hospital São Lucas Copacabana: assistência com qualidade e segurança

Nossa equipe multidisciplinar experiente, que atende no Centro Médico da Gávea, é focada no acolhimento humanizado, diagnóstico e acompanhamento de pacientes com os principais quadros neurológicos. Também contamos com tecnologia diferenciada para a realização de exames e procedimentos ágeis e seguros que, muitas vezes, são essenciais para aumentar as chances de recuperação do paciente.

Já no Hospital São Lucas Copacabana, o neurologista atua em casos urgentes de doença cerebrovascular, por exemplo, na fase aguda de acidente vascular cerebral (AVC). Além das afecções cerebrovasculares, outras condições são recorrentes na atenção neurológica, como manifestações inflamatório-infecciosas do sistema nervoso, cefaleias refratárias e quadros epiléticos.

Atenção importante também é dada às intercorrências neurológicas geradas por complicações de doenças sistêmicas. Atualmente, somos o único hospital a utilizar o aparelho Axion Arts Siemens no tratamento de pacientes neurológicos, que é capaz de visualizar imagens em 3D em tempo real. Para mais informações e agendamento, ligue para (21) 2545-4000 (opção 2).

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