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O álcool e fator de risco para o câncer e o açúcar deve ser evitado

Conheça os mitos e as verdades sobre como a alimentação pode influenciar nos casos de câncer

Os hábitos alimentares influenciam em diversos aspectos da vida de uma pessoa, principalmente na saúde. Abusar de uma dieta rica em gorduras, sal e açúcar, por exemplo, pode facilitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A alimentação também pode facilitar a aparição do câncer, mas ainda existem muitas dúvidas sobre o assunto: afinal, adoçante causa câncer? E os refrigerantes? O álcool deve ser evitado? Para elucidar essas e outras questões, o dr. Frederico Muller, oncologista do Hospital São Lucas Copacabana, traz os questionamentos mais frequentes.

O álcool contribui para o desenvolvimento do câncer? E os refrigerantes?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), pessoas que consomem bebidas alcoólicas em excesso estão, sim, mais propensas a desenvolver câncer de boca, esôfago, fígado, intestino, mama e reto. Isso porque o alcoolismo é responsável por cerca de 4% das mortes causadas pela doença, principalmente se o uso for combinado com o tabagismo. Já o refrigerante e os sucos industrializados, quando ingeridos em grandes quantidades, são um risco maior para o surgimento do câncer de pâncreas.

O açúcar e o adoçante devem ser evitados?

Muito se fala sobre haver substâncias potencialmente cancerígenas nos adoçantes, como o aspartame, a sacarina e o ciclamato, mas nenhum estudo científico comprovou que esses componentes são, de fato, desencadeadores da doença. Ainda que a obesidade esteja relacionada com o câncer, o consumo de açúcar por si só não aumenta o risco. Todas as células, inclusive as cancerígenas, dependem do açúcar do sangue (glicose) para obter energia. Dar mais glicose às células cancerígenas não aumenta sua quantidade ou sua velocidade de crescimento.

A carne vermelha é uma vilã?

Segundo o dr. Frederico, a quantidade recomendada de qualquer tipo de carne vermelha é de, no máximo, 500 gramas por semana, podendo ser substituída, nos outros dias, por carnes brancas, ovos e outras combinações de alimentos com valor proteico semelhante, como arroz com feijão. Consumir carne em excesso pode aumentar as chances de desenvolvimento de câncer no intestino. O risco também existe para a ingestão de carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon e presunto, que agora estão classificadas no grupo 1 de carcinogênicos, para os quais já há evidências suficientes de ligação com o câncer. Na mesma classificação estão o tabaco, o amianto e a fumaça de óleo diesel.

Uma dieta balanceada ajuda a diminuir as chances de surgimento da doença?

Sim, levar uma vida mais saudável, com boa alimentação e uma rotina de exercícios físicos constantes, ajuda a fortalecer a saúde. Ter uma alimentação rica em vitaminas, minerais, nutrientes, fibras e boas gorduras faz com que o organismo fique mais protegido e menos propício ao desenvolvimento da doença. Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e evitar o tabagismo também ajuda a afastar o câncer.

Existem alimentos que previnem o câncer?

O pensamento que deve estar em mente é que a alimentação deve ser vista de forma completa, e não somente focada em alimentos específicos. Isso porque não adianta consumir alimentos-chave e manter o restante da dieta direcionada para pratos gordurosos ou cheios de açúcar, que acabam aumentando as chances de desenvolver a doença. Porém, quando inseridos em uma dieta saudável, alimentos como tomate, azeite, frutos do mar (desde que bem lavados e de boa procedência), sementes e legumes ajudam na preservação do organismo contra o câncer.


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