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O quanto o histórico familiar pode determinar as doenças cardíacas

A herança genética pode aumentar as chances de desenvolvimento de patologias do coração

​São vários os fatores que influenciam o surgimento das doenças do coração, como estilo de vida, idade e saúde do paciente de forma geral. Mas sua herança genética também desempenha um importante papel e, em alguns casos, é decisiva para definir se a doença cardiovascular existirá ou não. Porém, como saber até que ponto o histórico familiar interfere no surgimento de patologias cardiológicas?

Segundo o dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana, quem tem parentes próximos com doenças cardiovasculares deve cuidar bem da saúde desde a infância, já que a história familiar é um fator de risco não modificável. Isso não significa que o paciente terá essa mesma doença, mas as chances de desenvolvê-la são maiores em comparação com uma pessoa que não tem a herança genética.

“Tudo acontece por causa dos genes herdados no nascimento. Eles podem influenciar tanto o desenvolvimento de uma doença cardíaca específica – como uma miocardiopatia ou hipertensão arterial – quanto uma condição do organismo que favoreça o aparecimento dessas doenças, como a hipercolesterolemia, caso em que o paciente tem dificuldade de metabolizar a gordura no sangue”, explica o dr. Rouge

Algo importante a ser levado em conta na herança familiar é o grau de parentesco. Quanto mais próximo o parente, maiores as chances de a doença se manifestar no paciente. Por exemplo, é muito mais alarmante ter um pai com doença cardiovascular do que um tio de terceiro grau. Caso a herança genética esteja presente tanto no lado materno quanto paterno, as chances são ainda maiores.

“Ao se ter conhecimento de familiares próximos com doenças cardiovasculares, deve-se avisar ao médico para que orientações sobre cuidados e estilo de vida saudável sejam adotados. Algumas cardiopatias específicas – como a miocardiopatia hipertrófica – exigem o acompanhamento de toda a família, inclusive das crianças, pelo maior risco de aparecimento de casos. Já temos exames especiais que podem mapear os genes e a probabilidade de desenvolvimento de algumas cardiopatias”, afirma o médico.

É na consulta com o cardiologista que o paciente conhecerá seus riscos e poderá ser orientado sobre as medidas que deverá adotar ao longo da vida para diminuir as chances de evolução das doenças do coração. Tais medidas de prevenção – que incluem exames de rastreio constantes e a adoção de um estilo de vida mais saudável – devem ser adotadas o quanto antes para preservar tanto a saúde quando a qualidade de vida do paciente.



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