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Óleo de coco: vilão ou mocinho

Amado por uns e odiado por outros, o aliado das dietas deve ser consumido com moderação 

Não é incomum que, de tempos em tempos, certo alimento seja eleito o queridinho dos nutricionistas, educadores físicos e influenciadores da boa forma. Hoje o óleo de coco é um dos compostos mais consumidos entre as pessoas que querem perder peso ou cuidar da saúde, sendo usado largamente em receitas e até mesmo como aliado para manter a beleza dos cabelos em dia. Porém, seus benefícios foram questionados quando um estudo da Associação Americana do Coração (AHA) mostrou que, na realidade, ele pode acabar prejudicando a saúde. Afinal, o óleo de coco é vilão ou mocinho?

O estudo americano indicou que o óleo de coco causa no corpo os mesmos efeitos que a manteiga e a gordura da carne. Segundo o dr. João Merheb, nutrólogo do Hospital São Lucas Copacabana, o óleo de coco não pode ser consumido livremente porque tem alta taxa de gorduras saturadas em sua composição, o que pode contribuir para, em casos específicos, aumentar o colesterol.

“Qualquer alimento, quando consumido com moderação, pode fazer parte de uma dieta predominantemente saudável. Porém, não há pesquisas que comprovem que o óleo de coco ajude no emagrecimento, e quem o consome com essa finalidade deve consultar-se com um nutricionista ou nutrólogo para ver melhores opções de alimentação”, explica o especialista.

O segredo está na moderação: o organismo tem uma necessidade diária de gordura, e o óleo de coco se enquadra nessa categoria, ou seja, pode fornecer gordura demais caso consumido em excesso ou em conjunto com outros alimentos, principalmente os carboidratos. Porém, quando usado de forma correta, atentando-se para as quantidades estabelecidas pelo nutricionista ou nutrólogo, o óleo de coco aumenta a energia e proporciona uma sensação de saciedade. 


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