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Outubro Rosa: principais dúvidas sobre câncer de mama

Idade e genética podem ser fatores determinantes para o desenvolvimento da doença

​Conhecido como o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama ainda gera muitas dúvidas no público feminino. Para celebrar o Outubro Rosa, campanha internacional que visa à conscientização da população sobre as formas de diagnóstico e tratamento da doença, o dr. Frederico Muller, oncologista do Hospital São Lucas Copacabana, tira as principais dúvidas sobre o câncer de mama.

O que é a doença?

Dr. Frederico Muller: O câncer de mama se desenvolve quando há uma multiplicação anormal de células na região das mamas e/ou próximo às axilas. Esse fenômeno gera o tumor, que pode ser classificado como benigno ou maligno, sendo o segundo o início da doença. Cada quadro deve ser tratado como único pelo especialista, e as formas de tratamento devem ser discutidas com a paciente e sua família.

Quais são os principais sintomas?

Dr. Frederico Muller: O surgimento de uma espécie de caroço na região da mama, nas axilas ou no pescoço, de aspecto endurecido e geralmente indolor, é um dos sintomas mais característicos do câncer de mama. A mulher também deve ficar atenta a mudanças na pele da região, como vermelhidão sem explicação ou aspecto de casca de laranja. Alterações ou secreções nos mamilos também devem ser investigados. Caso sinta qualquer um desses sintomas, únicos ou em grupo, a paciente deve procurar ajuda especializada.

Existe um grupo de risco? Caso sim, qual?

Dr. Frederico Muller: Apesar de o câncer de mama ser um risco para todas as mulheres e também para os homens (1% do total de casos é registrado na população masculina), alguns fatores comportamentais, hormonais e genéticos podem influenciar no desenvolvimento da doença. Sedentarismo, consumo excessivo de bebida alcoólica e obesidade podem aumentar as chances da doença, assim como não ter filhos, tomar anticoncepcional ou ter a primeira gravidez após os 30 anos. Entre os fatores genéticos e hereditários estão o registro de casos de câncer de ovário ou de mama na família.

Como detectar o câncer de mama?

Dr. Frederico Muller: Muitos casos da doença são identificados, em um primeiro momento, pela própria paciente, por meio do autoexame e da observação da área dos seios. Porém, para confirmar o diagnóstico, o especialista deve solicitar exames específicos, como mamografia e biópsia da lesão.

O diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento?

Dr. Frederico Muller: Descobrir o câncer de mama em estágio inicial pode ser muito importante para que o tratamento escolhido seja bem-sucedido. Como o tumor ainda está pequeno e localizado na mama, ou seja, não atingiu os linfonodos da axila ou outras partes do corpo, a chance de sucesso do tratamento é grande.

Para aumentar a possibilidade de diagnóstico precoce, é recomendado que as mulheres façam o autoexame e mamografia com a orientação de seu médico.

Quais os tratamentos disponíveis?

Dr. Frederico Muller: Existem diversos tipos de abordagem para a doença, que podem ser combinados ou feitos de forma isolada. Tudo dependerá do tipo de tumor, da localização, do estágio da doença e das condições clínicas da paciente. Quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e a própria cirurgia para a retirada do tumor são as formas mais comuns de tratar o câncer de mama.

Como prevenir o câncer de mama?

Dr. Frederico Muller: Adotar um estilo de vida predominantemente saudável, com uma dieta balanceada, a prática constante de exercícios físicos e sem exageros no consumo de bebidas alcoólicas, pode diminuir as chances de desenvolver o câncer de mama. Outro fator, exclusivo para as mães, é a amamentação, que também pode reduzir a chance de desenvolver câncer de mama.​


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