Logon
Blog

Parar de fumar diminui as chances de desenvolver doenças cardíacas

Toxinas nos cigarros prejudicam outras partes do corpo, além dos pulmões

Quando se fala em cigarro e tabagismo, muitas pessoas ligam o vício ao aparecimento de doenças ligadas aos pulmões, como câncer e insuficiência respiratória. Porém, os males da nicotina vão muito além – atingem também o coração, aumentando consideravelmente as chances de o fumante ter diversas doenças cardiovasculares.

Os dados são alarmantes: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cigarro influencia 25% das mortes causadas por infarto agudo do miocárdio e angina, além de ser responsável por 45% dos infartos em pessoas com menos de 65 anos. Segundo o dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana, as mais de 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro elevam a gordura ruim do colesterol, estreitando os vasos sanguíneos e diminuindo tanto o fluxo quanto a oxigenação do sangue, além de possuir efeito vasoconstritor, o que eleva a pressão arterial.

“Como consequência, o sangue tem dificuldade de chegar ao coração, o que pode provocar diversas doenças, como arritmias, angina, derrame e infarto agudo do miocárdio”, explica o especialista.

O tabaco também aumenta as placas presas nas artérias, elevando o risco de gerar aterosclerose – o acúmulo de gordura nessa área. E os males não se restringem apenas aos fumantes: quem convive com a fumaça do cigarro, mesmo que não compartilhe do vício, tem aproximadamente 30% a mais de chances de desenvolver doenças cardiovasculares.

Parar de fumar não é um processo fácil (como mostramos nesta matéria, sobre as dificuldades do abandono do cigarro), mas a saúde de um ex-fumante é consideravelmente melhor se comparada com a época em que consumia cigarro. Pesquisas apontam que uma pessoa que abandona o vício leva 10 anos para reverter as influências do cigarro no corpo e, apesar de as lesões causadas pelo fumo não desaparecerem, elas param de evoluir.​


Veja mais