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Pular ou alimentar-se mal no café da manhã aumenta risco de infarto

Saiba como uma alimentação incorreta pela manhã pode influenciar nos riscos de infarto.

​Entenda como funciona a aterosclerose e como diagnosticar a doença que atinge o coração

É comum dizer que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e essa é a mais pura verdade. Segundo um estudo publicado na revista americana Journal of the American College of Cardiology, se alimentar mal pela manhã ou simplesmente não comer nada pode dobrar o risco de desenvolver aterosclerose. A doença é tida como um dos principais motivos do desenvolvimento das doenças cardiovasculares, incluindo o AVC e o infarto.

A publicação, especializada em cardiologia, analisou 4 mil pacientes de meia idade sem histórico de doenças cardiovasculares durante seis anos. No grupo, 70% consumia entre 5% e 20% das calorias diárias pela manhã, enquanto que 3% permaneciam em jejum. Ao final do estudo, foi constatado que quem fica sem se alimentar pela manhã pode ter um desequilíbrio hormonal que altera a frequência cardíaca, influenciando no funcionamento do coração.

“Além disso, percebeu-se na pesquisa que quem come pouco durante o café da manhã tem um maior índice de massa corporal, mais lipídios no sangue, níveis altos de glicose em jejum e pressão arterial elevada, o que nos mostra que não basta apenas comer, mas prestar atenção também na qualidade e quantidade dos alimentos ingeridos no começo do dia”, explica o dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana.

A má alimentação é um dos fatores de risco mais importantes que levam ao desenvolvimento da aterosclerose, já que geralmente vem acompanhada por doses excessivas de comidas gordurosas ou muito salgadas, além de alimentos carregados em açúcar. Isso pode provocar hipertensão, além de aumentar os níveis de colesterol no sangue e levar à obesidade e diabetes.

Detectar a aterosclerose de forma precoce, ou seja, no início da doença, pode evitar o agravamento da condição do paciente, assim como a adoção do tratamento adequado. Para isso, é importante buscar ajuda médica, tanto para tratar quanto para rastrear a doença.



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