Logon
Blog

Qual a principal relação entre a doença renal diabética e os problemas cardiovasculares

Adotar um estilo de vida saudável e controlar o sobrepeso ajuda a evitar o desenvolvimento do diabetes

​​​​​Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o quinto país com a maior incidência de diabetes no mundo, estatística que significa que mais de 16 milhões de pessoas vivem com resistência ao hormônio da insulina. Além das complicações mais conhecidas, como dificuldade de cicatrização de feridas, por exemplo, o diabetes mellitus pode influenciar no desenvolvimento de quadros graves de doenças cardiovasculares e insuficiência renal

O que é a doença renal diabética?

A nefropatia diabética é um problema nos rins causado pelo diabetes e caracteriza-se pela filtragem excessiva de sangue, o que acaba gerando perda de proteínas pela urina e insuficiência renal. Em casos mais graves, há a necessidade de diálise (terapia que, por meio de um processo artificial, elimina o excesso de líquidos e substâncias do organismo). 

Segundo o Dr. Pedro Tulio Rocha, responsável técnico pelo Programa de Transplante Renal do Hospital São Lucas Copacabana, o transplante é uma opção para a resolução do quadro: “É possível recorrer ao transplante, que pode ser apenas de rim, revertendo, assim, a doença renal, ou, ainda, nos casos de diabetes tipo 1, o transplante simultâneo de pâncreas e rim, que cura o diabetes e reverte a doença renal.”

Qual a relação entre a doença renal diabética e os problemas cardiovasculares?

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), observou, por dez anos, como a doença renal diabética está ligada ao acúmulo de colesterol e, consequentemente, ao risco de desenvolvimento de problemas cardíacos.

A investigação apontou que uma proteína produzida pelo fígado, a albumina, está mais exposta à carbamoilação – alteração que modifica a molécula – em pessoas diabéticas. Esse processo dificulta a ação do HDL, o “colesterol bom”, e resulta no acúmulo do LDL, conhecido como “colesterol ruim”.

Por que​​​ os problemas cardiovasculares podem ser acarretados pela doença renal diabética?

Com o acúmulo de LDL, a doença renal crônica favorece a aterosclerose, inflamação que forma placas de gordura e cálcio na parede das artérias do coração e do cérebro, por exemplo, deixando os pacientes mais suscetíveis ao desenvolvimento de cardiopatias, como hipertensão, e a eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Como prevenir o aparecimento de doenças decorrentes da doença renal diabética?

A melhor forma de se prevenir da insuficiência renal fruto do diabetes é adotar um estilo de vida que priorize uma alimentação saudável atrelada à prática de atividades físicas, evitando o sobrepeso e a obesidade.

Qual o tratamento adequado?

O tratamento da doença renal se dá pelo controle da pressão arterial, do colesterol e dos triglicerídeos, além da glicose. A nefropatia diabética costuma se manifestar apenas quando o quadro já está avançado. Nesse caso, seus principais sintomas são:

  • inchaço;
  • pressão alta de difícil controle;
  • cansaço;
  • enjoo.

O diagnóstico precoce dessa alteração é obtido por meio de um exame de urina chamado microalbuminúria. Em casos mais avançados, analisam-se os níveis de creatinina e ureia na corrente sanguínea. Assim, mantenha as consultas médicas regulares e sempre que houver alterações como cansaço constante​, por exemplo, relate a seu médico.

O Hospital São Lucas Copacabana dispõe de equipe multiprofissional com endocrinologistas, cardiologistas e nefrologistas, além de nutricionistas, fisioterapeutas e enfermeiros especializados no cuidado do paciente diabético, sendo o único hospital do estado do Rio de Janeiro habilitado para realizar transplante de pâncreas e rim.

Veja mais