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Quando devo me consultar com um neurologista?

Sintomas comuns do dia a dia podem indicar problemas neurológicos

​Tontura e enxaqueca costumam ser os motivos mais comuns que levam as pessoas a buscarem a orientação de um neurologista. Porém, esse profissional pode ajudar em outras questões relacionadas à saúde. 

A dra. Ana Carolina Andorinho, neurologista do Hospital São Lucas Copacabana, lista, a seguir, os casos em que o paciente deve marcar uma consulta com o especialista.

Sinais e sintomas

1. Convulsões

Esse distúrbio pode sugerir crises epilépticas e/ou estar associado a variações transitórias da consciência. Segundo a neurologista, “há também pequenas crises que podem passar despercebidas por muito tempo, como períodos de breve ruptura da consciência, sem outros sintomas precedentes ou concomitantes”.

2. Alteração visual

Fique atento ao comprometimento repentino da visão, a mudanças do campo visual ou prejuízo da percepção visual que não estejam relacionados com outras condições previamente conhecidas. “Mediante os sintomas relatados, o foco da investigação poderão ser as afecções do próprio olho, do nervo óptico ou dos nervos/músculos envolvidos na movimentação do globo ocular, podendo se estender até a avaliação do encéfalo, acometido, por exemplo, no acidente vascular”, comenta a dra. Ana Carolina. 

3. Distúrbios de memória ou confusão

Em casos de problemas extremos de memória e até mesmo de alteração da personalidade, confusão e problemas da fala, é necessário visitar o neurologista. Mudanças súbitas podem remeter a um quadro infeccioso e/ou a variações vasculares, metabólicas ou tóxicas. Ainda existem os distúrbios de memória de evolução lenta e progressiva, que direcionam para a pesquisa de doença degenerativa.

4. Dificuldade para se mexer/andar

“Nesse caso, é preciso analisar há quanto tempo os sintomas existem, o tipo de evolução do quadro e quais são os fatores limitantes por trás da queixa, como dor, fraqueza e falta de equilíbrio. O paciente deve relatar se a dificuldade de andar é um sintoma isolado e se está associada a uma parte específica do corpo”, pontua a médica. 

5. Dor de cabeça

Dores de cabeça frequentes, como enxaqueca, exigem atenção do neurologista na busca pelo controle das crises e pela prevenção de episódios rotineiros. Além disso, podem servir de alerta para condições que requerem intervenção rápida, como meningite, acidente vascular e aneurismas. “Dor de cabeça de aspecto novo, de forte intensidade desde seu início, iniciada aos 40 anos ou associada a outras manifestações é sinal importante para a investigação da chamada dor de cabeça secundária”, salienta a neurologista do Hospital São Lucas Copacabana.

Outros indícios que podem apontar a necessidade de se consultar com um neurologista são: tontura; dormência ou formigamento em alguma parte do corpo; distúrbios do sono; fraqueza e dor crônica. Com um exame neurológico clínico detalhado, o neurologista terá recursos para elaborar um diagnóstico e, caso precise, solicitar avaliação complementar para confirmar tais hipóteses e orientar o tratamento.

​Fonte: Dra. Ana Carolina Andorinho, neurologista do Hospital São Lucas Copacabana.


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