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Quimioembolização: técnica minimamente invasiva trata câncer no fígado

Uma técnica de controle do tumor que traz chances de regressão da doença e aumentar a sobrevida do paciente

O câncer de fígado ocupa a 7º posição entre os tipos de câncer que mais matam no Brasil. Porém, o índice de mortalidade é alto, já que o diagnóstico costuma ser feito em estágio avançado. Neste cenário, a Quimioembolização surge como uma técnica de controle do tumor que traz chances de regressão da doença e aumentar a sobrevida do paciente.

Segundo o dr. Henrique Sérgio Coelho, hepatologista do Hospital São Lucas Copacabana, o procedimento é pouco invasivo e consiste na injeção de quimioterápicos na artéria sanguínea que alimenta o tumor. Os remédios anticancerígenos obstruam o vaso, diminuindo o fluxo de sangue que alimenta o tumor – fazendo com que ele diminua.

​“Como a técnica não tem caráter de cura, ela pode ser usada em combinação com outros tratamentos, como a quimioterapia, a radioterapia e a radiofrequência”

Como o procedimento tem como foco atacar somente a área do tumor, ele não expõe o restante do corpo aos efeitos dos quimioterápicos. Segundo o especialista, a Quimioembolização é eficaz tanto em câncer de fígado primário quanto em casos que começaram em outras localidades e atingiram o fígado. Tumores maiores de 5cms também podem ser reduzidos, para que seja possível fazer transplantes hepáticos.

​“Observamos uma estagnação do crescimento do tumor cancerígeno em cerca de dois terços dos pacientes com quadro de câncer no fígado que se submetem à Quimioembolização”

​A técnica funciona da seguinte forma: por ser um procedimento pouco invasivo, é feita a incisão de um pequeno cateter através de uma abertura na região inguinal (virilha). A intervenção dura, em média, 90 minutos, com o paciente sendo liberado no dia seguinte.​

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