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Refluxo gastroesofágico: principais sintomas e como tratar

Também conhecida como azia, condição pode afetar esôfago, laringe, pulmões e até mesmo a arcada dentária

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A doença do refluxo gastroesofágico é uma alteração que causa o retorno involuntário e repetitivo do suco gástrico ao esôfago e à boca. De acordo com a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia (SBMDN), cerca de 20% dos brasileiros vivem com refluxo. Muitos deles, no entanto, apresentam sintomas, mas não os relacionam com a doença. 

Segundo o Dr. Henrique Sérgio Coelho, hepatologista e gastroenterologista do Hospital São Lucas Copacabana​, o esôfago é um tubo que conecta a faringe (garganta) ao estômago e faz parte do sistema digestório – formado também pela boca, esôfago, intestinos delgado e grosso e ânus. Ele tem como função extrair os nutrientes dos alimentos e auxiliar na produção de energia, ações que ficam prejudicadas quando há algo errado, como no refluxo.

Sintomas de refluxo gastroesofágico

Os sinais do refluxo gastroesofágico são divididos em dois tipos: típicos (esofágicos) e atípicos (extraesofágicos). Saiba como identificá-los.

  • Azia – sensação de queimação na região central do tórax que pode irradiar para a boca do estômago e o pescoço.
  • Regurgitação – é causada pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.
  • Dor torácica.
  • Sinusite.
  • Asma.
  • Apneia do sono.
  • Bronquite.
  • Sensação de bolo na garganta.
  • Tosse crônica.

O que causa o refluxo gastroesofágico?

As causas de refluxo gastroesofágico mais frequentes são:

  • ​alterações no esfíncter que separa o esôfago do estômago e impede o retorno dos alimentos;
  • hérnia de hiato – deslocamento da transição entre o esôfago e o estômago que se projeta para dentro da cavidade torácica;
  • fragilidade das estruturas musculares.

Além dessas características, a obesidade também é um fator de risco para o desenvolvimento dos sintomas. O refluxo costuma diminuir à medida que o paciente perde peso

​Quais as consequências que o refluxo gastroesofágico pode causar?

A doença do refluxo gastroesofágico, quando não tratada, pode trazer sérias complicações para o paciente, como esofagite (inflamação do esôfago); úlcera do esôfago; esôfago de Barrett, que pode evoluir para câncer; inflamação das cordas vocais; engasgos frequentes, inclusive durante o sono; e estenose (estreitamento do esôfago).

O refluxo gastroesofágico tem cura? 

O diagnóstico é feito com base no relato dos sintomas ao médico, que pode solicitar a realização de endoscopia digestiva alta, manometria esofagiana (medida da pressão do esfíncter esofagiano inferior) e/ou pHmetria esofágica (inserção de uma sonda fina que analisa o refluxo de suco gástrico por um período de 24 horas).

“Esses exames podem ser indicados quando houver dúvida diagnóstica, nos casos mais graves resistentes ao tratamento clínico ou no preparo para cirurgia corretiva. Com medidas higieno-dietéticas e posturais e medicação, é possível controlar e até mesmo curar a esofagite de refluxo”, afirma o Dr. Henrique Sergio.  

​Como tratar o refluxo gastroesofágico?

Existem duas abordagens possíveis para a cura do refluxo gastroesofágico: clínica ou cirúrgica. A primeira é feita com medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago, em conjunto com adaptações na dieta para evitar o consumo de carboidratos, cafeína, frituras, alimentos processados e bebidas alcoólicas ou gaseificadas. Outras recomendações são: fracionar a dieta (comer em menor quantidade a cada três horas), não se deitar logo depois das refeições e dormir com a cabeceira elevada. 

“Já a intervenção cirúrgica é indicada para os quadros mais graves, em que o paciente não responde bem à primeira abordagem, sendo então necessário confeccionar uma válvula antirrefluxo, que consiste numa correção plástica do esfíncter, tornando-o mais competente, e melhorar a posição do estômago no caso de hérnia de hiato esofagiano”, explica o médico. 



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