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Ressonância magnética: como é feito o exame e para que serve?

Procedimento permite análise detalhada de estruturas corporais pela radiofrequência

A medicina moderna conta com uma série de recursos para dar assistência à saúde, e os exames laboratoriais e de imagem são parte disso. São diversos métodos de análises que atendem a objetivos diferentes. Nesta matéria, vamos falar sobre a ressonância magnética (RM), utilizada para avaliação das estruturas internas do organismo por meio da sua visualização. Essa “varredura" cumpre um papel importante para o diagnóstico de doenças neurológicas, ortopédicas, abdominais, cervicais e cardíacas. Saiba mais!      

O que é ressonância magnética e para que serve? 

Esse procedimento é capaz de mostrar, com alta definição, o interior dos órgãos, principalmente aqueles que devem ser monitorados com atenção. Logo, o método é aplicado para identificar problemas como aneurismas, tumores, alterações nas articulações ou outras lesões nas estruturas internas do organismo. 

Alguns casos em que a ressonância magnética é recomendada:

  • para identificar a presença de doenças neurológicas degenerativas, como Alzheimer, e tumores cerebrais, esclerose múltipla ou AVC;
  • para identificar se há inflamações ou infecções no cérebro, nos nervos ou nas articulações;
  • para diagnosticar lesões osteomusculares, como tendinite, lesão dos ligamentos, cistos ou hérnias;
  • para identificar tumores;
  • para examinar se há alteração nos vasos sanguíneos que possam provocar ou ter provocado aneurismas ou coágulos.

O exame utiliza uma grande máquina onde o paciente é colocado na horizontal para que o profissional obtenha imagens do corpo por completo. Esse aparelho possui um ímã que atua no nosso corpo, por intermédio de campos magnéticos e radiofrequência. Dessa forma, ele é capaz de criar imagens em alta definição que apontam com exatidão os problemas a serem mapeados nos múltiplos planos e capturas tridimensionais. Normalmente, esse procedimento é realizado entre 15 e 30 minutos e não exige nenhum tipo de preparação prévia, a não ser a retirada de objetos metálicos do corpo, como brincos, zíper e botões, que podem gerar interferência no resultado. Além disso, pode ser necessário que o paciente faça uso de uma medicação de contraste, muitas vezes injetável, para melhor ressaltar lesões e doenças nas imagens. A sua aplicação é simples e realizada pela equipe técnica de enfermagem.

Como funciona o exame de ressonância? 

O medo do exame de ressonância magnética é comum por causa do aparelho no qual ela é feita. Muitas pessoas ficam apreensivas com a realização do procedimento pela existência de alguns mitos ou exageros sobre o assunto, como o receio de ensurdecer por conta do procedimento. 

É verdade que, quando dentro do magneto, o paciente ouve muito barulho. Isso acontece em razão da emissão das ondas de rádio, que são enviadas ao computador que receberá as imagens. Porém, nos casos em que esse barulho pode ser muito alto, a pessoa a ser examinada é instruída a utilizar tampões ou fones de ouvido. 

Principais tipos de ressonância magnética 

  • Ressonância magnética com contraste: visualiza com maior exatidão o resultado do exame. A substância é um recurso que favorece um diagnóstico mais preciso. Sua indicação varia de acordo com a patologia, por exemplo, para pacientes com suspeita de câncer ou doenças neurológicas, sobretudo quando localizadas em partes ou tecidos moles dos órgãos. 
  • Ressonância magnética do joelho e das articulações: avalia os tecidos moles dentro da articulação, como as bursas, os tendões e os ligamentos. 
  • Ressonância magnética do crânio: analisar más-formações cerebrais, hemorragia interna, trombose cerebral, tumores cerebrais e outras alterações ou infecções no cérebro ou nos seus vasos, por isso, costuma ser tão usada nas investigações de patologias neurológicas. 
  • Ressonância magnética da pelve: visualiza diferentes órgãos e diagnostica tumores ou massas no útero, no intestino, nos ovários, na próstata, na bexiga, no pâncreas e até no coração. 
  • Ressonância magnética da coluna: ajuda a diagnosticar problemas na coluna e medula espinhal, como tumores, hérnias discais ou artrose, além de fraturas e colapsos das vértebras.
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