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Saiba como a inteligência artificial pode ajudar a decifrar doenças como câncer, Alzheimer e mal de Parkinson

Além do aprimoramento de equipamentos hospitalares, a tecnologia também pode ajudar a prevenir doenças neurodegenerativas

​Os avanços da tecnologia, mais especificamente da inteligência artificial (IA), auxiliam diversas áreas, inclusive a medicina. Em 2019, um estudo revelou a possibilidade de que as pessoas que têm Alzheimer​ podem não ter perdido a memória, mas apenas encontrar dificuldade de acessá-la. Já em 2021, no dia 8 de abril, a revista científica PNAS trouxe a publicação de um estudo da St. John's College em que pesquisadores descobriram ser possível usar a tecnologia de aprendizado de má​quina para o mapeamento de câncer e condições neurodegenerativas como doença de Parkinson, Alzheimer e doença de Huntington.

Convidamos o Dr. Romulo Varella, coordenador do nosso Centro de Diagnóstico por Imagem, para falar sobre como a inteligência artificial pode auxiliar no diagnóstico e na prevenção de doenças. 

O que é inteligência artificial?

A IA é uma simulação da inteligência humana. Essencialmente, ela permite que sistemas tomem decisões de forma independente e precisa, com base em um banco de dados. Já convivemos com essa tecnologia há algum tempo, tanto que ela pode ser encontrada nos aplicativos de trânsito e navegação, em assistentes de voz de smartphones e, mais recentemente, nos chats controlados por bots – que nada mais são do que robôs. Na medicina, é possível contar com a inteligência artificial em diversas etapas do tratamento:

  • diagnóstico – exames de raios x, tomografia e ressonância magnética oferecem mais precisão durante a análise das imagens;
  • acompanhamento – avaliação automática do tamanho de tumores durante o tratamento e detecção precoce de nódulos metastáticos;
  • cirurgias – equipamentos capazes de auxiliar os médicos em procedimentos menos invasivos do que as cirurgias convencionais;
  • medicina preventiva – por meio da análise do histórico do paciente e da leitura do código genético, é possível prever se há, por exemplo, tendência de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Doenças que podem ser decifradas

Com a utilização da IA e da técnica de deep learning, que faz com que as máquinas “aprendam" por meio de redes neurais artificiais, cientistas trabalham no aprimoramento de softwares capazes de diagnosticar câncer de pele, por exemplo.

Essa tecnologia também tem papel de destaque no combate à Covid-19. A tomografia computadorizada é um dos métodos de observação do pulmão, e por conta da alta demanda por exames em uma pandemia e do pouco tempo para sua realização, profissionais de saúde “ensinaram" ao software qual a aparência de um pulmão sadio, ou seja, essa automatização é importante porque reduz o tempo de confecção do laudo e garante que pacientes com Covid-19 grave sejam tratados com mais agilidade e pessoas estáveis entrem em isolamento o quanto antes, evitando que outros indivíduos sejam contaminados. Além disso, a IA avalia o grau de acometimento dos pulmões, uma informação importante que orienta o tratamento e a necessidade de internação.

No Hospital São Lucas, utilizamos um algoritmo de IA desenvolvido pela DASAINOVA​ (laboratório de inteligência artificial da DASA), que faz a avaliação dos pulmões de pacientes com pneumonia por Covid-19, por meio da tomografia computadorizada. Essa tecnologia gera informações precisas sobre o acometimento pulmonar, o que facilita a análise da evolução da doença. Além das imagens obtidas, o banco de dados também reúne resultados de outros exames e informações como sintomas, se houve internação na UTI ou necessidade de ventilação mecânica, por exemplo.​

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