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Saiba como funciona o transplante intervivos

Modalidade diminui a quantidade de pacientes na fila de espera por um órgão

​O fígado é o único órgão humano que consegue se reconstruir, podendo refazer até 75% de seu tecido. Essa característica, tão peculiar, permite que ele seja aproveitado nos transplantes intervivos – quando o paciente recebe a doação de uma pessoa viva, e não de um doador falecido.

Segundo o dr. Eduardo Fernandes, especialista em cirurgias hepáticas do Hospital São Lucas Copacabana, o transplante intervivos acontece quando uma parte do fígado saudável de um doador é retirada e implantada no paciente. O fígado vai se regenerar tanto no doador quanto no paciente que o recebe, permitindo que o procedimento seja bem-sucedido em quase 100% dos casos.

“O transplante é indicado para pacientes com doenças hepáticas em fase avançada, quando as formas de tratamento já estão bem limitadas. A cirrose, a insuficiência hepática e o câncer no fígado são doenças que têm indicação para transplante hepático, incluindo a modalidade do transplante intervivos”, explica o médico.

O transplante é um procedimento de alta complexidade que é realizado em poucos centros no país, mas que tem muitas chances de devolver ao paciente sua qualidade de vida e uma sobrevida considerável. É um procedimento seguro que pode durar até 10 horas e que exigirá um período de internação de 10 a 15 dias para o paciente após a realização da cirurgia, para que ele seja acompanhado de perto por especialistas.

“Na volta para casa, o paciente transplantado precisará tomar imunossupressores para garantir a aceitação do novo órgão pelo corpo, além de priorizar uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos para prevenir ao máximo outros tipos de câncer”, afirma o dr. Eduardo.

No caso do doador que participa de um transplante intervivos, será necessário adotar um estilo de vida mais saudável após a cirurgia para preservar o fígado. Segundo o dr. Eduardo, o cuidado é preciso porque o tecido regenerado no fígado tem aspecto fibroso, o que aumenta as chances do doador sofrer de cirrose hepática.

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