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2ª Edição do Evento Visão São Lucas debate o cenário para os hospitais do futuro

2ª Edição do Evento Visão São Lucas debate o cenário para os hospitais do futuro

​O café científico foi novamente sucesso de público e deixou boas reflexões para os participantes quanto aos novos rumos da medicina e às instituições do futuro
Francisco Balestrin, médico, gestor e presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), foi o convidado para palestrar na segunda edição do Visão São Lucas – Palestra de Excelência Médica. Na plateia, mais de cem expoentes da medicina carioca que presenciaram a brilhante e reflexiva conferência sobre os novos caminhos do sistema de saúde e o futuro dos hospitais.

O café da manhã científico aconteceu na última sexta-feira, 23 de junho, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, no salão cinco estrelas do Hotel Hilton, com uma vista privilegiada para a orla do bairro, não menos encantadora, apesar da nebulosidade.

Durante a abertura do encontro, o médico e coordenador do evento, Dr. Marcos Knibel, discorreu sobre a evolução dos recursos hospitalares, citando, com exemplos ilustrativos, um dos mais antigos hospitais da França, fundado em 1443, para levantar a razão de ser desse tema. “Por que fazemos este evento e falamos deste tema? Porque entramos em uma nova fase, uma era de transformações e inaugurações. Um novo São Lucas nasce e estamos prontos para atuar neste novo cenário que se apresenta”, reforçou Knibel, que finalizou seu discurso apresentando um vídeo sobre o conceito do novo São Lucas e todo o projeto de reposicionamento do hospital.

 

Dr. Marcos Knibel, coordenador do evento, durante a abertura

Balestrin iniciou seu discurso apresentando a Anahp e mostrando um panorama do cenário econômico da saúde suplementar no país, com atenção para o alto custo com as despesas assistenciais e a otimização de processos para sua redução. Na sequência, o médico e gestor fez um retrospecto da evolução hospitalar. Ele contextualizou dizendo que os hospitais antigos estavam desconectados da pesquisa científica, que apenas acolhiam doentes, e que a mudança aconteceu quando a medicina passou a ser relacionada às pessoas que atrelaram a ciência à prática clínica, como com a introdução da assepsia nas unidades de saúde.

“Os hospitais e a medicina evoluíram com a sociedade, e as instituições de saúde têm tido grande sucesso em diminuir o sofrimento dos pacientes em diversas condições clínicas. E o papel atual dos hospitais é cuidar do doente com excelência, agregando o que há de mais especializado em termos de recursos humanos, ciência e tecnologia médica”, afirmou Francisco Balestrin.

Convidando a todos para uma reflexão, o palestrante apresentou a visão atual das prioridades de um hospital: “Eficiência na execução, segurança assistencial, qualidade na prestação do serviço, satisfação do médico, resolubilidade da assistência e contenção de custos”, reforçando que esse tópico está totalmente atrelado à boa gestão de saúde, com evitação de desperdício e otimização de processos.

Nesse momento, Balestrin lembrou o Dr. Edson de Godoy Bueno – fundador da Amil e da Rede Ímpar, falecido em 14 de fevereiro passado –, ícone em governança e gestão hospitalar.

Sobre o futuro dos hospitais, o palestrante afirmou que o envelhecimento da população, o aumento dos custos com a saúde e o avanço tecnológico são os grandes propulsores da mudança de cenário, que inclui assistência por telemedicina, especialização, doentes que buscam os hospitais apenas em casos agudos e maior poder de escolha dos pacientes.

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Balestrin durante sua apresentação sobre o futuro dos hospitais


E como se posicionar diante dessa situação? Esse foi o ponto alto da palestra, em que Francisco Balestrin trouxe mensagens-chave que resumem o cuidado assistencial com excelência.
“É preciso planejar, desenhar e gerir diferentes serviços de saúde, focando em trabalho especializado e provendo serviços complexos; ter as instituições de saúde como referência em áreas do conhecimento e tecnologia; investir em novos serviços, como medicina personalizada e gestão de cuidados crônicos; ver os hospitais como centros de pesquisa e treinamento, cada vez mais conectados com seus pacientes, como modelos de integração com outros serviços de saúde, com profissionais assumindo novos papéis; e, sobretudo, investir em governança e na formação de novos líderes”, finalizou Balestrin, que ainda respondeu a diversas perguntas da plateia após sua apresentação.

“O médico que só sabe ser médico nem de medicina sabe. Eles precisam entender do sistema de saúde.”​

O novo São Lucas, além de investir cada vez mais na segurança e na qualidade assistencial – com a modernização de sua estrutura física, ampliações e inauguração de setores –, bem como em tecnologia de saúde de ponta – com novas aquisições e atualização de seu parque tecnológico – também está preocupado em proporcionar debates sobre conteúdos relevantes de saúde, bem-estar e do cotidiano.

 

Diretores e Francisco Balestrin laureiam o novo momento do São Lucas


O Dr. Lincoln Bitencourt, diretor-geral do São Lucas, destaca que discutir questões sobre o futuro dos hospitais é primordial nesse momento em que o São Lucas está se reposicionando. “O novo São Lucas está atento e alinhado ao futuro da medicina e ao cenário que se configura na saúde brasileira. Com serviços e estrutura física mais moderna e definida, estamos levando serviços médicos de excelência para mais perto dos pacientes, rompendo fronteiras de conhecimento e inovação na zona sul do Rio de Janeiro.”

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