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Sete dicas para transformar o doce em amigo da dieta

 

​Comer um doce por dia não destrói a meta de emagrecer ou manter a forma de nenhum indivíduo saudável, segundo especialistas. Se bem escolhidos, e em pequenas quantidades, os doces podem fazer bem para o corpo.

É o caso, por exemplo, do chocolate meio amargo. Por ser rico em antioxidantes, consumir 25 gramas do produto diariamente, desde que seja, no mínimo, 50% cacau, pode ajudar na prevenção de problemas cardíacos, vasculares, entre outros.

“O problema é que muita gente não consegue parar de comer doces. Não existe alimento proibido ou nutriente mágico na alimentação. O açúcar não é proibido, mas o excesso ao longo do tempo pode causar diversos problemas. É muito mais uma questão de autocontrole”, diz o nutrólogo Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia do Hospital São Luiz, em São Paulo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de açúcar para uma dieta saudável seja de 5% do total de calorias ingeridas. O limite máximo é de 10%. Considerando uma pessoa adulta que consuma aproximadamente duas mil calorias por dia, os 10% correspondem a 12 colheres de chá, em média. Tais limitem incluem todos os tipos de açúcar encontrados nos alimentos, tanto os naturais, quanto o açúcar cristal e refinado.

Para não transformar o doce em um vilão, separamos sete dicas simples para colocar em prática:

1.    Fique de olho no rótulo

Antes de consumir qualquer alimento industrializado, procure ler quais ingredientes compõem o produto. Essa regra vale para doces, iogurtes, pães, etc. Geralmente a descrição está localizada na embalgem, logo abaixo da tabela de informações nutricionais. Os ingredientes estão dispostos de maneira decrescente, ou seja, o primeiro equivale ao que está mais presente no produto e o último ao que está menos presente. Evite os doces que apresentam o açúcar logo no primeiro ingrediente. “Gosto de usar o chocolate como exemplo. Espera-se que o chocolate tenha mais cacau do que açúcar, mas nem sempre isso acontece”, diz a nutricionista Lara Taranto.

2.    Escolha a hora certa para comer

Segundo os especialistas, o horário mais adequado para consumir doces é após uma refeição completa, com carboidrato, proteína e fibras –pode ser o almoço ou o jantar. As fibras auxiliarão no controle da glicemia, provocando a liberação gradativa desse açúcar no sangue e evitando picos exagerados, tanto de elevação, quanto de queda repentina. A oscilação não é saudável e pode estar relacionada com diabetes, obesidade e outras doenças.

Além disso, a queda repentina da glicemia faz o indivíduo sentir fome rapidamente e aumenta a vontade de ingerir mais doces, provocando o ganho de peso.

Para quem está de dieta, o ideal é comer pela manhã ou logo depois do almoço, pois assim o indivíduo tem o dia todo para transformar o doce em energia e evitar que ele seja estocado em forma de gordura.

3.    Não consuma doces em jejum

O açúcar torna-se o vilão do corpo e da saúde se o estômago estiver vazio. A sensação de fome mesmo após a ingestão do doce é comum por causa do pico de glicemia. Resultado? Aumento do desejo de ingerir açúcar e ainda pode levar à resistência insulínica.

4.    Ouça seu corpo: ele realmente quer um doce?

Para muitos, a pergunta acima tem apenas uma única resposta: é claro que sim. Mas a nutricionista Gabriela Monteiro, do Hospital Sírio Libanês, alerta que muitas vezes o modo “automático” que muitas pessoas vivem dificulta a percepção do que o nosso corpo está pedindo. “É comum confundirmos sede com vontade de comer doce, por exemplo. Tanto o doce quanto a água nos faz salivar”, diz. Na dúvida, a dica é tentar tomar um copo de água sempre que pensar em comer um doce. Pode funcionar.

5.    Aprecie o momento

Comer sentado, sem pressa e aproveitando o momento faz uma grande diferença para o corpo. A mastigação tem papel importante na sensação de saciedade, regula o apetite e pode ser uma grande aliada no processo de emagrecimento. “O motivo é simples: quando se come lentamente, se come menos. Infelizmente temos o hábito de comer muito rápido, não dando chance para o cérebro nos avisar que estamos saciados”, explica o nutrólogo Andrea Bottoni.

6.    Repita o mantra: “fruta também é sobremesa”

As frutas, que quase não possuem gordura e são ricas em frutose, são apontadas como alimentos saudáveis. “Por conta do açúcar natural, elas também podem trazer uma sensação de prazer”, diz Bottoni. Para isso, dê preferência para as mais doces, como maçã, mamão, uva e manga.

Mas é melhor não abusar. Como todo açúcar, a frutose gera picos de insulina, produzindo energia além da conta para o corpo. Quando não utilizada, é acumulada em forma de gordura. A recomendação é um consumo de até três porções diárias.

7.    Escolha o doce certo

Se a ideia é comer doce industrializado, Lara Taranto recomenda buscar o zero açúcar. “Muitos pensam que este tipo de produto é direcionado apenas para o público diabético, mas todos podem consumir”. A ausência de açúcar evitará os picos de glicemia, dando mais liberdade para o individuo ingerir a qualquer hora do dia. Vale lembrar que o termo zero açúcar não significa zero calorias.

Outra alternativa é ingerir chocolates com, no mínimo, 50% cacau. Assim, você aproveita as propriedades funcionais do cacau sem abrir mão do prazer de comer um docinho quando bater a vontade.​


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