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Tecnologia inovadora auxilia pacientes com injúria pulmonar grave em ambiente de terapia intensiva

Tomografia de impedância elétrica monitora, em tempo real, alterações na ventilação e perfusão pulmonares

Os hospitais e centros de alta complexidade estão investindo cada vez mais em tecnologias funcionais que aumentem a segurança no cuidado ao paciente, para que haja melhor experiência durante a internação. É o caso da tomografia de impedância elétrica (TIE), cujo aparelho pode ser instalado ao lado do leito de pacientes com problemas pulmonares para que sejam analisadas, em tempo real, as alterações na ventilação e perfusão pulmonares.

Os benefícios da técnica são muitos: segundo o dr. Christian Nejm Roderjan, coordenador médico das UTIs clínicas do Hospital São Lucas Copacabana, ela não é invasiva e permite monitoramento contínuo para que o especialista visualize, em tempo real, os resultados da condição respiratória do paciente. Além disso, ele também consegue perceber a efetividade das intervenções terapêuticas aplicadas, por exemplo, por meio de mudanças de pressão e outros ajustes da ventilação mecânica, o que reduz os riscos de complicações.

“O médico coloca uma faixa com eletrodos sobre a pele, ao redor do tórax do paciente, e, através deles, circula uma corrente elétrica indolor e inofensiva. O gradiente de voltagem gerado é transformado em imagem e, dessa forma, temos uma ferramenta livre de radiação, à beira do leito, que visualiza a distribuição regional da ventilação e perfusão pulmonar”, explica o dr. Christian.

Onde houver variação de ar dentro dos alvéolos ocorrerá alteração das cores na imagem gerada, de acordo com uma escala que vai do azul-escuro, que indica menor aeração, até o azul-claro, que representa maior aeração.

​Essa tomografia é benéfica, principalmente, quando a doença provoca alterações constantes na dinâmica respiratória e baixos níveis de oxigenação sanguínea. Porém, ela não é indicada para pacientes com marca-passo ou cardiodesfibriladores. Mulheres grávidas ou pessoas com lesões de pele na região do tórax, que impeçam a aplicação da faixa, também não devem fazer uso do procedimento.​​


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