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Tratamento para obesidade requer mudanças na forma de pensar

Esforço e determinação do paciente são essenciais para o emagrecimento

​Quem planeja passar por um processo de perda de peso e gordura corporal costuma pensar que basta uma alimentação mais saudável e uma rotina de exercícios para que o objetivo seja alcançado. Porém, essa melhora de vida vai além e deve englobar também uma mudança na maneira de pensar a saúde.

Segundo a dra. Luciana El-Kadre, coordenadora do Centro Metabólico da Gávea, unidade do Hospital São Lucas Copacabana, a principal modificação em um paciente que deseja perder peso e manter a saúde em longo prazo deve acontecer em sua mente. É por meio da força de vontade e da determinação em ser mais saudável que o paciente conseguirá vencer os desafios que uma mudança de vida impõe, promovendo um gerenciamento de emoções que favoreça seu emagrecimento.

Da mesma forma, é fundamental ter objetivos realistas, que possam ser alcançados, e estabelecer que a transformação vai ser lenta, um dia de cada vez. Mudanças rápidas podem privá-lo de energia e ocasionar cansaço físico. É indicado que o paciente reserve um tempo para desaprender os velhos costumes e substituí-los por outros mais saudáveis.

“Quebrar hábitos não é tarefa fácil, principalmente quando eles estiveram presentes por anos de má alimentação e sedentarismo. É preciso acreditar no processo e pensar que, uma vez que o tratamento começa, deverá ser permanente”, explica a médica.

Existirão muitos desafios no caminho de um paciente que deseja vencer a obesidade e se tornar mais saudável. No lugar dos alimentos ricos em carboidratos e açúcares entram as saladas, os legumes, as frutas e opções mais leves; em vez de se deitar no sofá depois de voltar do trabalho, é hora de trabalhar os músculos e queimar a gordura na academia.

“É uma mudança grande de estilo de vida, e o organismo vai sentir o impacto, mas, quando a vontade de ficar em casa e comer doces bater, é necessário manter o foco no objetivo. É aqui que o pensamento persistente entra, para não deixar que o paciente retorne aos velhos hábitos destrutivos”, diz a dra. Luciana.

Segundo a médica, a família e os amigos do paciente devem formar uma rede de apoio para incentivá-lo a continuar no caminho dos hábitos saudáveis, mesmo nos momentos mais difíceis. Caso seja necessário, conversar com um terapeuta ou psicólogo também pode ajudar a fortalecer o pensamento positivo e a persistência.


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