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Um reforço múltiplo na saúde

Hospital São Lucas instalará núcleo de especialidades no Shopping da Gávea ainda este ano.

Dentro de três meses, o leque de serviços de saúde oferecidos pelo Shopping da Gávea ganhará um reforço de peso: a Ímpar, rede de hospitais que tem entre seus empreendimentos o Hospital São Lucas, em Copacabana, está construindo um núcleo de especialidades vinculado à unidade, conforme anunciou a coluna de Ancelmo Gois. Dos setores relacionados ao investimento — há mais de 15 previstos —, o primeiro a ficar pronto está ligado a doenças do fígado e atenderá a casos de transtornos hepatobiliares e pancreáticos. O custo da obra é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A unidade funcionará no Centro Médico, localizado no quinto andar do shopping. Embora almeje ser referência em transplantes e cirurgias hepatobiliares, o propósito do setor de fígado é desempenhar somente atividades ambulatoriais na Gávea, tendo em vista que procedimentos de alta complexidade não são permitidos no espaço médico do local — operações que exigem internação ficarão a cargo do Hospital São Lucas. Os hepatologistas Henrique Sérgio Coelho e Sílvio Martins e o cirurgião Eduardo Fernandes são os médicos à frente das consultas, todos professores ligados ao curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

— O São Lucas faz transplantes de fígado e rim desde o fim do ano passado, quando percebemos que havia demanda crescente. A partir daí, constatamos que o hospital precisava de um serviço estruturado e consistente para esse tipo de atividade, mas que também fosse especializado em quadros como câncer e metástase hepáticos. Por isso, começamos a pensar em uma extensão, que vai ser o primeiro passo da individualização dos serviços de referência dentro do hospital-geral — conta Lincoln Salles Motta Bittencourt, diretor executivo do Hospital São Lucas e futuro diretor do núcleo de especialidades.

O núcleo também oferecerá serviços ligados à cardiologia. O projeto, porém, ainda está em estruturação.

O lugar terá ainda espaço para infusão de drogas venosas, ligadas ou não à oncologia; serviços de endoscopia, colonoscopia e hemodiálise; e exames como ultrassonografia.

— A centralização do serviço permite que, em um segundo momento, ele se expanda para as áreas de ensino e pesquisa. Faremos estudos focados em transplantes e no tumor de fígado — antecipa o hepatologista Henrique Sérgio Coelho.

Matéria de Hugo Limarque, jornal O Globo, Suplemento Zona Sul, publicado em 7 de julho de 2018.​


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