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Uma nova chance de viver por meio do transplante

Conheça a emocionante história da filha que doou mais da metade do fígado para salvar a vida do pai

​​Receber o diagnóstico de câncer de fígado e descobrir que o transplante era a única forma de salvar a vida do seu pai, foram momentos dolorosos para Nicolly Petito. Em um ato de amor incondicional e de compaixão, ela doou 65% do fígado para salvar o pai João Serafim Petito. O transplante entre vivos, uma cirurgia de alta complexidade, uniu ainda mais a família. Essa história emocionante você confere no canal do Hospital São Lucas Copacabana, no YouTube.

A cirurgia, realizada no Centro de Referência em Doenças Hepatobiliares e Pancreáticas do Hospital São Lucas Copacabana pela equipe do dr. Eduardo Fernandes, especialista em cirurgias hepatobiliares, foi um sucesso. Depois do período de internação, que durou entre 10 e 15 dias na UTI, para que ambos os pacientes fossem acompanhados de perto pela equipe médica, pai e filha puderam voltar para casa – e para o início de uma nova vida repleta de amor.

“Eu dei a vida a minha filha com minha esposa, mas minha filha me refez por meio do transplante”, emociona-se João Serafim. Nicolly não hesitou: depois de conversar com a equipe médica e saber que o transplante era a única opção de tratamento, ela não pensou duas vezes em fazer o teste de compatibilidade e oferecer-se como doadora.

Hoje, quase um ano após o transplante, João Serafim sente-se muito mais disposto e cuida da saúde como nunca: prioriza sua qualidade de vida, por meio de hábitos saudáveis e Nicolly retomou suas atividades normalmente, seguindo a carreira no doutorado em farmácia. “A cirurgia fez com que nossa amizade se fortalecesse, e hoje a gente está muito mais próximo. Não tem aquela coisa de os gêmeos serem conectados? Um pedacinho de meu fígado está me conectando com ele”, afirma Nicolly. Além do dr. Eduardo, participaram do procedimento os médicos Felipe Mello, Leandro Pimentel, Ronaldo Andrade, Camila Girão e Camila César, além de quatro anestesiologistas. Hoje o Hospital São Lucas Copacabana é considerado referência em doenças do fígado e em transplantes.

Como funciona um transplante de fígado?

​O transplante hepático é a última opção de tratamento para as vítimas de doenças complexas que atingem o órgão, como insuficiência hepática, cirrose, hepatite crônica e câncer no fígado. Ele só é considerado pela equipe médica quando nenhuma outra forma de abordagem trará efeitos consideráveis para a saúde do paciente.

Segundo o dr. Eduardo, uma vez decidido pelo transplante, busca-se o melhor cenário: transplantar usando um doador de órgãos recém-falecido ou tentar a cirurgia entre vivos, quando um dos familiares, geralmente os filhos, tem grande compatibilidade com o paciente.

​Depois de um transplante de fígado, é muito importante que o paciente adote um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas, evitando o fumo e bebidas alcoólicas. Vale lembrar que se você deseja ser doador de órgãos, informe sua família. Não é necessário deixar nada por escrito ou formalizado para que sua vontade prevaleça. Seja doador, avise sua família.


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