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Você sabe o que é sepse?

Resposta do sistema imunológico a uma infecção pode complicar a saúde de forma séria

Apesar de pouco conhecida, a sepse é uma condição que pode acontecer com qualquer pessoa que tenha uma infecção. Diante da alta taxa de mortalidade – cerca de 50% entre os pacientes diagnosticados –, o mês de setembro é dedicado à campanha Dia Mundial da Sepse, que compartilha dicas de prevenção e conscientização. Afinal, você sabe o que é sepse?

Segundo o dr. Christian Roderjan, coordenador médico das UTIs Clínicas do Hospital São Lucas Copacabana, a sepse é desencadeada por uma forte resposta inflamatória do sistema imunológico a uma infecção. As infecções bacterianas urinárias e gastrointestinais e as pneumonias são as condições mais comuns que podem evoluir para sepse, mas qualquer tipo de infecção por um micro-organismo pode se transformar em sepse.

“Os sintomas da sepse variam entre as pessoas, dependendo especialmente da virulência do germe causador e das comorbidades de cada paciente. Os mais frequentes são febre alta ou hipotermia, além de respiração e ritmo cardíaco acelerados”, afirma o médico. A contagem de leucócitos tende a estar elevada e há maior liberação de neutrófilo do tipo bastões pela medula óssea.

Quanto maior a gravidade da sepse, maiores as chances de ocorrerem manifestações de disfunção dos órgãos, como choque circulatório (que se mostra por meio de grave hipotensão e prejuízo da perfusão orgânica), desconforto e insuficiência respiratória aguda, insuficiência renal aguda, alterações da consciência, que levam à confusão mental e até mesmo coma, além de modificações da coagulação, entre outras.

Apesar de essa resposta inflamatória do sistema imunológico ter chances de acontecer com qualquer pessoa, a sepse é mais comum em bebês prematuros, crianças com menos de 1 ano e idosos com mais de 65 anos, principalmente quem estiver com o sistema imunológico debilitado ou for portador de doenças crônicas, como insuficiência renal e cardíaca.

“Quanto mais precoce os sinais de sepse forem identificados e o tratamento estabelecido, melhor será o prognóstico, por isso, deve-se procurar um médico especialista para avaliar a suspeita de infecção. É importante que todos tratem regularmente suas enfermidades crônicas, como diabetes ou doença pulmonar obstrutiva crônica, pratiquem exercícios físicos, mantenham a vacinação em dia e tenham boa alimentação”, explica o dr. Roderjan. “Outra dica importante é não usar antibiótico sem a avaliação e prescrição médica.”

​Dentro do ambiente hospitalar, é necessário respeitar as normas da Comissão de Controle de Infecção Intra-hospitalar (CCIH), como higienização das mãos, uso de EPI nas precauções de contato e o uso racional dos antimicrobianos. Todas essas medidas reduzem a taxa de infecção hospitalar e a resistência aos antibióticos e, consequentemente, a chance de um paciente desenvolver infecção grave e sepse.


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